
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por forças dos Estados Unidos após uma ofensiva militar realizada na madrugada de 3 de janeiro de 2026 contra Caracas e outras regiões do país. O anúncio foi feito pelo então presidente norte-americano Donald Trump, que atribuiu a prisão a acusações de envolvimento com o narcotráfico internacional e práticas terroristas.
Segundo o governo dos EUA, Maduro e a esposa foram detidos e levados para Nova York, onde devem responder a processos judiciais. Trump divulgou imagens do líder venezuelano algemado e vendado a bordo de um navio militar e declarou que tropas norte-americanas permanecerão na Venezuela até que um novo governo seja formado. As autoridades afirmam que o julgamento deve ocorrer em breve.
As acusações foram detalhadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que sustenta que Maduro liderava o chamado Cartel de los Soles, organização apontada como responsável por tráfico internacional de drogas e outras atividades criminosas. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o grupo atuava a partir da estrutura do próprio Estado venezuelano.
De acordo com informações divulgadas pelo The New York Times, a operação contou com o apoio de inteligência da CIA. Um agente infiltrado no governo venezuelano teria fornecido dados estratégicos, enquanto drones e monitoramento próximo ajudaram a rastrear os deslocamentos de Maduro dias antes da captura. A agência mantinha agentes atuando clandestinamente no país desde agosto.
O indiciamento apresentado nos Estados Unidos atribui a Maduro quatro crimes principais, incluindo conspiração narcoterrorista, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e conspiração para posse de armamentos. Segundo as autoridades americanas, o governo venezuelano era utilizado como plataforma para envio de drogas ao território norte-americano, em articulação com grupos armados como as FARC e o Tren de Aragua.
A ação provocou reações imediatas no cenário internacional. O governo da Venezuela classificou a ofensiva como uma “grave agressão militar” e declarou estado de emergência. A vice-presidente Delcy Rodríguez solicitou provas de vida de Maduro e de sua esposa.
Na América do Sul, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a operação representa uma afronta à soberania venezuelana. Em posição oposta, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a prisão e declarou que a detenção simboliza um avanço em direção à liberdade na região.
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