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EUA avaliam levar combate aos cartéis para operações em terra, diz Trump

Presidente dos EUA diz que foco anticrime vai passar de ações marítimas para confrontos terrestres, citando México e violência de organizações criminosas

09/01/2026 às 13h00 Atualizada em 09/01/2026 às 13h01
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que o governo americano pretende ampliar sua ofensiva contra cartéis de drogas com operações em terra, numa declaração que gerou tensões diplomáticas com o México e chamou atenção internacional. As declarações foram dadas em entrevista à rede Fox News, onde Trump criticou o poder desses grupos e sugeriu que ações terrestres devem complementar a atual campanha marítima dos EUA contra o narcotráfico.

Segundo o presidente, cerca de 97% das drogas que entram no país por rotas marítimas já foram interceptadas pela Marinha e outras forças norte-americanas, abrindo espaço para uma nova fase de ações que, nas palavras dele, “vai começar agora a atacar em terra” com foco nos cartéis. Trump também afirmou que as organizações criminosas “estão controlando o México”, sem, no entanto, detalhar quando ou como as operações terrestres seriam executadas em território estrangeiro.

A proposta de expandir as ações para o solo ocorre em meio a uma série de operações que os EUA têm conduzido na região, incluindo ataques a embarcações suspeitas de tráfico no Caribe e no Pacífico e a recente intervenção militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, acusado por Washington de envolvimento com narcotráfico.

Especialistas em direito internacional consultados por veículos estrangeiros alertam que qualquer ofensiva militar em território de outro país sem autorização seria uma violação do direito internacional e poderia repercutir negativamente nas relações diplomáticas, dada a soberania dos Estados Unidos e do México como aliados e parceiros comerciais.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, já rejeitou a ideia de intervenção militar americana em seu país, ressaltando a importância da soberania nacional e afirmando que cooperação no combate ao crime organizado deve ocorrer, mas sem presença militar estrangeira.

Até o momento, Trump não apresentou um plano detalhado ou cronograma para as supostas operações terrestres, nem indicou se buscaria autorização prévia do Congresso americano para qualquer ação militar em solo estrangeiro, assunto que também pode envolver debates sobre os poderes constitucionais do Executivo e do Legislativo dos EUA.

A reação de países vizinhos e organizações internacionais ainda está se formando, enquanto a discussão sobre estratégias eficazes e legais de combate ao narcotráfico permanece no centro de debates entre segurança, soberania e relações exteriores.

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