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PF abre inquérito para investigar fogo na Blue Zone da COP 30; equipamento é principal suspeito

Peritos analisam equipamentos e ouvirão testemunhas após fogo atingir a Blue Zone, em Belém; 21 pessoas receberam atendimento médico.

21/11/2025 às 11h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Federal abriu uma investigação para esclarecer as causas do incêndio que atingiu, nesta quinta-feira (20), a Blue Zone da COP 30, área destinada às negociações entre delegações internacionais em Belém, no Pará. Uma equipe de peritos da corporação esteve no local ainda durante a tarde para realizar uma vistoria inicial e dar início aos procedimentos técnicos.

De acordo com informações divulgadas pelo blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, uma perícia completa será feita nesta sexta-feira (21). Além dos levantamentos no pavilhão atingido, a PF pretende ouvir testemunhas ligadas às atividades da área afetada, incluindo representantes de estruturas vizinhas.

Uma das hipóteses consideradas pelos investigadores é a de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito decorrente do uso de um forno micro-ondas incompatível com a rede elétrica instalada na Blue Zone. Caso essa linha seja confirmada, a Polícia Federal deverá apurar de que forma o equipamento ingressou na área, que tem acesso restrito. Fontes citadas pela CNN relataram que, na semana anterior, um forno semelhante chegou a ser instalado no pavilhão chinês, mas foi retirado posteriormente, o que reforça a linha de investigação.

Após inspeções de segurança, a área atingida foi reaberta ainda na noite de quinta-feira. A presidência brasileira da COP 30 informou que, após as verificações necessárias, o espaço estava apto a retomar as atividades.

Segundo o Ministério da Saúde, 21 pessoas precisaram de atendimento em razão do incidente, a maioria por inalação de fumaça. Outras duas tiveram crises de ansiedade. Do total, 12 pacientes foram liberados após avaliação. O ministério informou que equipes municipais, estaduais e federais seguem monitorando os atendimentos e o estado de saúde dos afetados.

As investigações continuam para determinar com precisão o que desencadeou o incêndio e se houve falhas de segurança no acesso ou uso de equipamentos dentro da área de negociações da COP 30.

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