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Após decisão de Trump, Eduardo Bolsonaro nega mérito ao governo Lula na derrubada de tarifas

Deputado afirma que decisão dos EUA foi motivada por fatores internos e não por negociação com o governo Lula.

21/11/2025 às 10h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak
Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta quinta-feira (20/11), que a retirada das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não foi resultado de esforços diplomáticos do governo brasileiro. Segundo ele, a decisão anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, teria como objetivo principal frear a inflação no mercado interno dos EUA, às vésperas das eleições legislativas de 2026.

Nas redes sociais, o parlamentar declarou que o recuo norte-americano “não decorreu de mérito da diplomacia brasileira”, mas de necessidades políticas internas do governo Trump. Ele também voltou a atribuir as sobretaxas anteriores – que chegaram a 50% sobre determinados produtos – à instabilidade institucional no Brasil, mencionando decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem responsabiliza por prejuízos na confiança internacional.

Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro e responde a ação no STF, afirmou que a retirada parcial das tarifas se insere em um contexto mais amplo de ajustes econômicos feitos pelo governo norte-americano. Para ele, a tentativa de reduzir o custo de insumos importados antes das eleições de 2026 também explica a decisão de Trump.

O anúncio da redução das tarifas foi feito pelo governo dos EUA após tratativas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo conversas telefônicas e encontros presenciais desde setembro. No comunicado oficial, Trump citou avanços iniciais nas negociações com Brasília como um dos fatores levados em consideração para rever o decreto que havia instituído a sobretaxa.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, café, cacau e açaí. A medida se soma à redução das chamadas tarifas recíprocas, anunciada em 14 de novembro, que diminuiu em 10% impostos aplicados a itens alimentícios de vários países, incluindo o Brasil.

O governo brasileiro ainda não respondeu às declarações do deputado.

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