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Lula comemora retirada de tarifas dos EUA e diz que decisão reflete “respeito” ao Brasil

Presidente elogiou medida do governo Trump durante evento em São Paulo e associou avanço a diálogo entre os dois países.

21/11/2025 às 09h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Wilton Junior/Estadão
Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, nesta quinta-feira (20/11), a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a sobretaxa de 40% aplicada a mais de 240 produtos brasileiros, entre eles café, carne bovina, frutas e castanhas. A declaração foi feita durante a abertura do Salão do Automóvel, em São Paulo, horas após o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump.

Lula afirmou estar “feliz” com a medida e atribuiu a reversão das tarifas à capacidade do Brasil de estabelecer relações baseadas em respeito. “O presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que ele tinha feito em produtos brasileiros. E essas coisas vão acontecer na medida em que a gente consiga galgar o respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita”, disse o presidente.

O petista também relembrou o impacto causado quando as sobretaxas foram impostas há cerca de quatro meses, ressaltando que preferiu adotar cautela diante da crise gerada. “Eu não costumo tomar decisão com 39°C de febre. Espero baixar a febre, porque com ela alta você pode cometer erros”, afirmou, em referência às tensões diplomáticas do período.

No comunicado oficial sobre o fim das tarifas, Donald Trump destacou que a medida foi tomada após nova rodada de diálogo com o governo brasileiro. O norte-americano mencionou a conversa telefônica de 6 de outubro, quando ambos concordaram em iniciar negociações específicas sobre o tarifaço. Segundo Trump, essas discussões continuam em andamento.

A decisão anunciada nesta quinta-feira zera as taxas de importação sobre uma extensa lista de produtos brasileiros. O gesto complementa a medida de 14 de novembro, que havia reduzido em 10% as tarifas sobre alimentos provenientes de todos os países, derrubando a alíquota cobrada do Brasil de 50% para 40%. Com a nova ordem, a tarifa é completamente eliminada.

A retirada das sobretaxas deve beneficiar setores relevantes do agronegócio brasileiro e reduzir tensões comerciais entre os dois países, que vinham se acentuando desde julho. As equipes econômicas dos dois governos seguem negociando outros pontos pendentes na agenda bilateral.

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