
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana da Câmara Municipal de Belo Horizonte marcou duas visitas técnicas ao Zoológico da capital após as mortes recentes da chimpanzé Kelly e da leoa-branca Pretória, ocorridas em dias consecutivos. A iniciativa busca verificar as condições de manejo, o funcionamento da estrutura e os protocolos adotados para garantir o bem-estar dos animais. As vistorias ocorrerão nos dias 27 de novembro e 11 de dezembro.
O primeiro procedimento foi solicitado pelos vereadores Sargento Jalyson (PL) e Osvaldo Lopes (Republicanos), que querem avaliar como a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica tem conduzido a administração do equipamento, especialmente no que diz respeito aos cuidados veterinários e à observância de normas técnicas. Os parlamentares afirmam que pretendem analisar de perto as condições físicas do local e compreender as circunstâncias dos óbitos mais recentes.
A segunda visita, programada para dezembro, foi requerida pelo presidente da comissão, vereador Wanderley Porto (PRD). O objetivo será examinar o funcionamento do Centro Veterinário do zoológico, estrutura responsável por atendimentos de rotina e emergenciais.
Para acompanhar as fiscalizações, a Câmara pretende convocar representantes da Fundação de Parques Municipais, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Subsecretaria de Bem-Estar Animal e da Administração Regional Pampulha.
Além da inspeção presencial, o colegiado aprovou pedidos formais de informação sobre a política de manejo e sobre as mortes registradas nos últimos 24 meses. O requerimento, assinado pelos vereadores Pedro Patrus (PT), Bruno Pedralva (PT) e Luiza Dulci (PT), solicita à prefeitura uma relação detalhada com espécie, data e causa de cada óbito, além da estrutura de atendimento disponível, número de profissionais e carga horária dedicada ao cuidado dos animais. A administração municipal terá 30 dias para responder.
Outro pedido de informação, apresentado pela vereadora Janaina Cardoso (União), questiona a situação da onça-pintada Maya, atualmente sob cuidados da instituição. O documento foi motivado por relatos de um cidadão que demonstrou preocupação com o estado do animal, levantando dúvidas sobre sua condição clínica e comportamental.
Dados divulgados anteriormente mostram que o zoológico tem enfrentado um saldo negativo no número de animais. Entre 2021 e 2024, foram registradas 272 mortes e 150 entradas no plantel, resultando em um déficit de 122 indivíduos. O conjunto de ações da Câmara, segundo os parlamentares, busca aumentar a transparência e assegurar que o manejo e a proteção da fauna atendam aos padrões exigidos.
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