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PF apreende 14 veículos ligados a “Careca do INSS”, avaliados em R$ 6,3 milhões

Ações ocorreram em três fases da operação contra fraude que desviou recursos de aposentados e pensionistas

25/09/2025 às 15h30
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) apreendeu 14 veículos avaliados em R$ 6,3 milhões relacionados a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, durante as operações que investigam um esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões. A informação foi repassada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, a pedido do deputado Duarte Jr (PSB-MA).

As apreensões ocorreram em três fases distintas da operação. Em 23 de abril, oito veículos foram recolhidos — cinco carros e três motocicletas — totalizando R$ 2,1 milhões. Em 20 de maio, mais cinco automóveis foram apreendidos, avaliados em R$ 3,2 milhões. Por fim, na última fase, em 12 de setembro, durante a prisão de Antunes e do empresário Maurício Camisotti, um Porsche Cayenne S Coupe foi levado, avaliado em R$ 932 mil. Todos os veículos estavam em nome do empresário ou de empresas vinculadas a ele.

Entre os carros apreendidos, destacam-se modelos de luxo como Porsche 911 Carrera GTS, Porsche Panamera 4S Híbrido, Audi RS5 SPB e BMW M3 Competition. Um dos veículos, o BMW X1, pertencia à esposa de um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), mas, segundo o TCU, havia sido vendido antes da operação por meio de negociação intermediada por terceiros.

As motos recolhidas incluem uma BMW S 1000 RR, uma Suzuki Hayabuza GSX 1300 e uma Triumph Tiger 1200 XCA, todas de alto valor de mercado, conforme a tabela FIPE utilizada para estimativa.

Antônio Carlos está detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 12 de setembro. Ele é apontado como um dos articuladores do esquema que desviou milhões de reais do INSS por meio do repasse ilegal de dados de aposentados e pensionistas para associações e entidades que cobravam mensalidades sem autorização. Entre 2023 e 2024, o investigado teria transferido R$ 9,3 milhões a pessoas ligadas a servidores do órgão.

A investigação da PF continua detalhando o funcionamento do grupo, incluindo fraudes em cadastros e assinaturas falsificadas, que permitiam descontos ilegais nos benefícios dos segurados do INSS.

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