Belo Horizonte já contabiliza 41 casos confirmados de hepatite A apenas nos três primeiros meses de 2025. O número representa mais de 20% do total registrado ao longo de 2024, quando foram confirmados 176 casos. Em 2023, esse número foi consideravelmente menor, com apenas oito notificações.
Diante da alta nas ocorrências, a Prefeitura da capital mineira anunciou que realizará, ao longo do mês de abril, um monitoramento das pessoas que tiveram suspeita ou confirmação recente da doença. A iniciativa é uma parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Equipes dos órgãos de saúde entrarão em contato com os pacientes por e-mail ou telefone para coletar informações sobre os casos. Segundo a Prefeitura, outras cidades mineiras também têm registrado aumento significativo de notificações, o que motivou a ação de vigilância epidemiológica conjunta.
O principal objetivo do monitoramento é identificar fatores que possam ter contribuído para o crescimento dos casos e definir estratégias para controle e prevenção da hepatite A.
A Prefeitura reforçou que a participação dos cidadãos no levantamento será voluntária. Durante a pesquisa, serão feitas perguntas sobre hábitos de vida, histórico de viagens e possíveis fontes de contaminação. Os dados coletados serão mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para fins epidemiológicos.
A hepatite A é uma infecção viral que afeta o fígado e é transmitida principalmente por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados. Especialistas recomendam a vacinação como a principal forma de prevenção, além de cuidados básicos com higiene e saneamento.
TRANSMISSÃO
A transmissão da hepatite A é fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água inseguros, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal (OMS, 2019). Outras formas de transmissão são o contato pessoal próximo (intradomiciliares, pessoas em situação de rua ou entre crianças em creches), contato sexual (especialmente em homens que fazem sexo com homens -HSH).
A estabilidade do vírus da hepatite A (HAV) no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes dos indivíduos infectados contribuem para a transmissão. Crianças podem manter a eliminação viral até 5 meses após a resolução clínica da doença. No Brasil e no mundo, há também relatos de casos e surtos que ocorrem em populações com prática sexual anal, que propicie o contato fecal-oral (sexo oral-anal) principalmente.
SINAIS E SINTOMAS
Geralmente, quando presentes, os sintomas são inespecíficos, podendo se manifestar inicialmente como: fadiga, mal-estar, febre, dores musculares. Esses sintomas iniciais podem ser seguidos de sintomas gastrointestinais como: enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia. A presença de urina escura ocorre antes do início da fase onde a pessoa pode ficar com a pele e os olhos amarelados (icterícia). Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e duram menos de dois meses.
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