19°C 28°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Homem é demitido e indenizado em R$ 30 mil após se recusar apoiar candidato imposto pela empresa que trabalhava

Caso em Monte Azul revela preocupações sobre cooperação eleitoral em ambientes de trabalho.

08/10/2024 às 10h30
Por: Por Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um trabalhador de Monte Azul, Minas Gerais, viu-se em uma situação inusitada e inédita ao receber uma indenização de R$ 30 mil após ser demitido por não ceder a uma pressão política imposta pela empresa. O incidente ocorreu durante as eleições de 2022, quando o funcionário, que apoiava o então candidato Lula, foi coagido a votar em Jair Bolsonaro, seguindo uma orientação expressa de seus superiores.

De acordo com o trabalhador, que optou por não se identificar, a empresa começou a exercer pressão sobre os funcionários, exigindo que declarassem apoio a Bolsonaro e até colassem adesivos políticos em seus uniformes. O clima de cooperação tornou-se insustentável quando ele declarou sua intenção de votar em Lula, resultando em sua demissão no dia seguinte, sob alegação de falta de justa causa.

A empresa, por sua vez, negou qualquer relação entre a missão e a preferência política do funcionário, afirmando que a decisão já estava em andamento há pelo menos uma semana. No entanto, o desembargador que analisou o caso não apenas ouviu o assédio eleitoral como uma prática inaceitável, mas também tentou a intervenção ao trabalhador pela demissão injusta.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.