
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve após uma queda ocorrida dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7) por um dos médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-mandatário, Brasil Caiado, após avaliação clínica e exames realizados no Hospital DF Star.
Segundo o médico, o episódio aconteceu durante a madrugada de terça-feira, quando Bolsonaro se levantou e tentou caminhar dentro do quarto onde está detido. Inicialmente, a equipe médica considerou a hipótese de uma queda da cama, mas, após conversar com o paciente e reconstituir os fatos, passou a trabalhar com a possibilidade de desequilíbrio durante a locomoção. Após os exames, Bolsonaro recebeu alta e retornou à unidade da Polícia Federal, localizada a poucos quilômetros do hospital.
Em boletim médico, o Hospital DF Star informou que os exames de imagem identificaram uma leve alteração em tecidos moles nas regiões frontal e temporal direita, compatível com o impacto sofrido. O documento, assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini, afirma que não há indicação de procedimentos invasivos, sendo recomendados apenas cuidados clínicos e acompanhamento pela equipe assistente.
De acordo com Brasil Caiado, uma das hipóteses avaliadas é que a queda tenha relação com episódios de desorientação associados ao uso concomitante de diferentes medicamentos. Bolsonaro faz tratamento para crises persistentes de soluços, condição que já havia exigido intervenções médicas recentes. O médico alertou que, caso os episódios se repitam, o risco de novas quedas pode aumentar.
Há menos de uma semana, o ex-presidente havia deixado o mesmo hospital após permanecer internado por oito dias. Durante esse período, ele passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral e por outros procedimentos voltados ao controle dos soluços. Bolsonaro está preso em cumprimento de pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, conforme decisão judicial, e teve a ida ao hospital autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
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