
A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) empossou, na tarde desta sexta-feira (6), dois novos vereadores o legislativo municipal. Foram empossados durante a reunião ordinária do Plenário Rubem Rodrigues de Oliveira Junior, o Rubão (Podemos), e de Reinaldo Oliveira Batista, o Reinaldinho (PSDB).
A convocação para a posse ocorreu após a CMBH receber ofício do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) nessa quarta-feira (4), comunicando a diplomação dos dois vereadores em decorrência da retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, realizada a partir da cassação de Lucas Ganem (MDB) e Leonardo Ângelo (Cidadania).
"A expectativa é trabalhar firme em prol de Belo Horizonte, da mesma maneira que trabalhei na primeira legislatura durante esses quatro anos na qual eu me reelegi, mas infelizmente por conta desse processo de cassação, fiquei dois anos fora. Agora vou trabalhar dobrado para recuperar esse tempo perdido", afirmou o vereador Rubão.
Já o vereador Reinaldinho destacou que terá como objetivo propor soluções para o custo de vida na capital mineira em seu mandato no legislativo municipal.
"O povo de Belo Horizonte sabe o quanto eu gosto dessa cidade e das pessoas. Então, eu vim para cá para cuidar das pessoas, o alto custo de vida que Belo Horizonte tem passado e o Brasil. É trazer essa discussão para dentro da Câmara Municipal, trazer a discussão do social, da habitação, que é de onde eu venho, da periferia, representando o povo", disse.
Entenda o caso
Na último dia 29 de outubro foi realizada a audiência de retotalização de votos ao cargo de vereador, das eleições municipais de 2024, no TRE-MG. Com o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, Rubão e Reinaldinho foram diplomados pelo Tribunal. A retotalização de votos ocorreu por causa das cassações dos mandatos de Leonardo Ângelo e Lucas Ganem.
No caso de Ganem, o TRE-MG confirmou a decisão de primeira instância que reconhecia fraude relacionada à transferência do domicílio eleitoral, argumentando que o endereço indicado por ele é moradia de outras pessoas.
Já a cassação de Leonardo Ângelo aconteceu por ter recebido recursos não declarados da campanha de um candidato a prefeito pelo Republicanos, partido diverso ao do candidato cassado, e por compra de apoio político por oferta de futuro emprego a uma candidata que também concorria ao cargo de vereador. A cassação de seu mandato foi decretada pelo juiz eleitoral e confirmada pelo TRE-MG.
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