
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Segundo ele, as autoridades dos EUA não estiveram envolvidas nos acordos ou nas ações que permitiram a viagem do parlamentar ao país.
Durante declaração, Rubio também afirmou que o presidente Donald Trump havia autorizado previamente a entrada de Flávio nos Estados Unidos por meio de uma permissão condicional, conhecida como parole. De acordo com o secretário, a autorização seria concedida caso o senador chegasse a um ponto oficial de entrada no território norte-americano. “E foi isso que aconteceu”, declarou.
A fala ocorre após notícias divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos apontarem que pessoas ligadas ao governo Trump teriam ajudado a organizar a viagem de Flávio e de familiares. Segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal, o assessor de comunicação da Casa Branca Jason Miller teria auxiliado na obtenção do avião particular utilizado no deslocamento. O argentino Santiago Caputo, ligado ao presidente Javier Milei, também teria participado das articulações.
Ainda conforme as informações publicadas pelo jornal, a família teria atravessado a fronteira do Brasil com a Argentina antes de seguir para o aeroporto, onde um jato particular aguardava os passageiros. Questionado sobre o assunto, Rubio negou o envolvimento direto do governo norte-americano nos preparativos. O secretário também confirmou que pretende se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante o encontro do G7, na França.
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