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Eleições nos EUA: mais de 50 milhões de eleitores já votaram antecipadamente nas midterms

Número ultrapassa o recorde registrado em 2022, quando 45,9 milhões de norte-americanos participaram da votação antes do dia oficial do pleito

31/10/2026 às 15h19
Por: João Vitor Viana
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Jeef Kowalsy | AFP
Jeef Kowalsy | AFP

Mais de 50 milhões de norte-americanos já registraram seus votos antecipadamente para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, nos Estados Unidos. O levantamento, divulgado pelo Election Lab da Universidade da Flórida, contabilizava os votos até as 10h30 deste sábado (31/10). O total já supera o recorde anterior para esse tipo de eleição, estabelecido em 2022, quando 45,9 milhões de pessoas votaram antes da data oficial.

A votação oficial está marcada para a próxima terça-feira (3/11), mas o sistema eleitoral norte-americano permite que os cidadãos participem antecipadamente, seja presencialmente em locais específicos ou por meio do envio de cédulas pelo correio. Do total registrado até sábado, mais de 27 milhões de eleitores votaram pessoalmente, enquanto aproximadamente 23 milhões utilizaram o sistema postal.

Entre os eleitores que já participaram, 43,4% são filiados ao Partido Democrata, enquanto 31,6% estão registrados como republicanos, partido do presidente Donald Trump. Outros 25% não possuem vínculo partidário. Os dados, no entanto, representam apenas a filiação dos eleitores e não revelam em quais candidatos cada pessoa votou. Entre os participantes da votação antecipada está o papa Leão XIV, cidadão norte-americano, que enviou sua cédula pelo correio para Chicago.

As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos, no intervalo entre as disputas presidenciais, e têm impacto direto na composição do Congresso. Neste ano, os norte-americanos escolherão os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 vagas do Senado. O resultado definirá qual partido terá o controle do Legislativo e influenciará a capacidade de articulação política do governo Trump nos próximos dois anos.

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