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Ataque com míssil a aeroporto de Riade deixa mortos e mais de 300 feridos; veja o vídeo

Autoridades sauditas atribuíram o bombardeio aos rebeldes houthis do Iêmen; novos ataques registrados no domingo ampliaram o número de vítimas e elevaram a tensão no Oriente Médio

12/10/2026 às 10h58 Atualizada em 12/10/2026 às 11h27
Por: João Vitor Viana
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Ataque com míssil a aeroporto de Riade deixa mortos e mais de 300 feridos; veja o vídeo

Um ataque com míssil contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, deixou 12 mortos e 309 feridos no sábado (10). O balanço foi divulgado pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita. O bombardeio atingiu uma área do terminal de passageiros e provocou danos à infraestrutura aeroportuária, levando à suspensão das operações enquanto as autoridades avaliavam as condições de segurança. Clique aqui e veja o vídeo!

Entre as vítimas fatais estavam quatro cidadãos sauditas, dois de Bangladesh e um cidadão de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Sudão e Palestina. Segundo as autoridades, parte dos feridos estava em estado grave e recebeu atendimento hospitalar. O episódio foi atribuído pela coalizão militar liderada pela Arábia Saudita aos rebeldes houthis, grupo armado que controla parte do território iemenita.

A situação se agravou no domingo (11), quando um novo ataque atingiu o aeroporto de Riade. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades sauditas nesta segunda-feira (12), uma pessoa de nacionalidade paquistanesa morreu e outras 11 ficaram feridas. Com a sequência de ofensivas, o aeroporto passou a acumular vítimas em diferentes episódios registrados ao longo de poucos dias, e suas operações permaneceram suspensas.

Quem são os houthis e por que estão em guerra?

Os houthis são um movimento político e militar originário do Iêmen, país localizado na Península Arábica. O grupo, também conhecido como Ansar Allah, controla a capital iemenita, Sanaa, e amplas áreas do norte do país. Recebe apoio do Irã, embora tenha interesses e decisões próprios, e mantém um longo conflito com o governo iemenita internacionalmente reconhecido.

A guerra no Iêmen ganhou dimensão regional em 2015, quando a Arábia Saudita passou a liderar uma coalizão militar para apoiar o governo contra o avanço dos houthis. O conflito envolve disputas pelo poder, controle territorial e influência regional, além da rivalidade entre Riade e Teerã. Nos últimos anos, tentativas de negociação e períodos de redução das hostilidades não conseguiram produzir um acordo definitivo.

A nova escalada ocorre em meio à intensificação dos confrontos no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas por agências internacionais, forças apoiadas pela Arábia Saudita retomaram operações militares contra os houthis, enquanto o grupo passou a ampliar os ataques contra aeroportos e outras estruturas sauditas. Os rebeldes também ameaçaram companhias aéreas que operam no espaço aéreo do país, classificando a região como zona de operações militares.

Risco de ampliação do conflito

O ataque ao aeroporto de Riade preocupa por atingir uma infraestrutura civil utilizada por passageiros de diversas nacionalidades. Além das vítimas, a suspensão de voos e os alertas emitidos por representações diplomáticas aumentaram a preocupação com a segurança de moradores, turistas e trabalhadores estrangeiros na Arábia Saudita.

A coalizão liderada pelos sauditas classificou a ofensiva como uma grave violação do direito internacional humanitário e prometeu uma resposta. Países da região também condenaram os ataques. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, manifestou preocupação com a morte de um cidadão americano e avaliou possíveis medidas diante da escalada militar.

A sequência de ataques evidencia o risco de que a guerra no Iêmen ultrapasse ainda mais as fronteiras do país e amplie a instabilidade regional. O avanço das ofensivas contra aeroportos e outras estruturas estratégicas também ameaça o transporte aéreo, a circulação de civis e a segurança de países que já enfrentam tensões militares no Oriente Médio.

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