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Petróleo supera US$ 98 com escalada de ataques entre EUA e Irã

Conflito aumenta temor de interrupções no Estreito de Hormuz e pressiona preços da commodity

07/09/2026 às 17h42
Por: João Vitor Viana
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Agência Brasil
Agência Brasil

O preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (7), impulsionado pelo aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. O Brent, principal referência internacional da commodity, chegou a superar os US$ 98 por barril durante os negócios, atingindo o maior valor desde junho.

Por volta das 13h, o contrato do Brent para novembro avançava 0,98%, cotado a US$ 97,22. Na máxima do dia, chegou a US$ 98,05, uma alta de 1,84%, aproximando novamente a cotação da marca de US$ 100.

O petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, também registrava valorização. No mesmo horário, o contrato avançava 1,36%, para US$ 92,72 por barril.

A alta reflete a preocupação dos investidores com os novos confrontos registrados entre americanos e iranianos durante o fim de semana e nesta segunda-feira. O temor é de que a escalada militar provoque interrupções no transporte e na oferta global de petróleo.

Nesta segunda, instalações da estatal saudita Saudi Aramco, em Jizan, voltaram a ser atingidas. A refinaria tem capacidade para processar 400 mil barris de petróleo por dia e já havia sido alvo de um ataque dos houthis, grupo aliado de Teerã no Iêmen, no início de agosto.

No sábado (5), forças dos Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos, segundo o Comando Central americano. Um dos navios estava próximo à Ilha Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter atacado três petroleiros e outras embarcações americanas.

A escalada também reduziu o movimento de navios pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. Dados da Kpler apontam média de dez navios de carga por dia na passagem nos últimos dez dias, o menor nível desde maio. O número ficou abaixo dos mais de 15 registrados na sexta-feira (4).

Segundo a empresa de navegação Maersk, os ataques representam uma importante escalada do conflito marítimo e aumentaram significativamente os riscos para embarcações comerciais. Desde julho, 27 incidentes envolvendo impactos de projéteis provocaram danos a navios no Estreito de Hormuz e em áreas próximas, segundo a UK Maritime Trade Operations.

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