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Conselho de Administração da Braskem aprova pedido de recuperação extrajudicial

Medida ainda será protocolada na Justiça e faz parte de negociação da empresa com credores e investidores

24/08/2026 às 11h51
Por: Cristiane Cirilo
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© Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O Conselho de Administração da petroquímica Braskem aprovou nesta segunda-feira (24) o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar as dívidas da companhia. O passivo reconhecido pela empresa no Brasil chega a US$ 10,9 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 56 bilhões, considerando a cotação do dólar nesta segunda.

Segundo comunicado divulgado ao mercado, a medida busca criar um ambiente jurídico para dar segurança às negociações e permitir a implementação do plano de reestruturação financeira da companhia.

O pedido ainda será protocolado na Justiça e integra um processo de negociação que a Braskem mantém com credores e investidores.

A companhia informou que o processo terá escopo exclusivamente financeiro. Dessa forma, as obrigações da Braskem com fornecedores, clientes e demais partes envolvidas nas operações não serão incluídas na recuperação extrajudicial.

Segundo a empresa, esses compromissos permanecem válidos e continuam sendo cumpridos de acordo com os contratos firmados.

A Braskem produz resinas termoplásticas utilizadas em diferentes cadeias industriais e mantém unidades no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México.

A decisão desta segunda-feira ocorre após a Braskem ter solicitado, em junho, proteção financeira judicial. O pedido foi aceito pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo.

Na ocasião, a Justiça determinou a suspensão, por 60 dias, da execução de dívidas da companhia. O prazo concedido pela decisão termina nesta terça-feira (25).

A recuperação extrajudicial é uma alternativa em que a empresa negocia com seus credores um plano para reorganizar suas obrigações financeiras, submetendo posteriormente o acordo à homologação judicial.

Criada em agosto de 2002, a Braskem surgiu da integração de seis empresas dos grupos Novonor, antiga Odebrecht, e Mariani.

A companhia atua no setor petroquímico e possui operações em diferentes países. No Brasil, mantém unidades industriais voltadas à produção de matérias-primas e resinas utilizadas por diversos segmentos da indústria.

A empresa enfrenta um processo de reorganização financeira enquanto busca chegar a um acordo com seus credores sobre as condições para o pagamento e a reestruturação de suas dívidas.

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