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Campanha coleta DNA de familiares de desaparecidos em 334 pontos no Brasil; veja como participar

Mobilização nacional começa nesta segunda-feira (24) e busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas e de pessoas falecidas sem identificação

24/08/2026 às 11h24
Por: Cristiane Cirilo
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DNA
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A 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começa nesta segunda-feira (24) em todo o país. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a campanha segue até sexta-feira (28) e disponibiliza 334 pontos de coleta.

A iniciativa ocorre em um cenário de mais de 40 mil desaparecimentos registrados no Brasil somente no primeiro semestre de 2026. O número representa uma média de 242 casos por dia.

A coleta de material genético de familiares é uma das ferramentas utilizadas pelas autoridades para aumentar as chances de localização de pessoas desaparecidas e identificação de pessoas falecidas que ainda não tiveram a identidade confirmada.

A participação dos familiares é fundamental para ampliar as possibilidades de identificação por meio da comparação de perfis genéticos.

Após a coleta, o perfil genético do familiar é inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e passa a ser comparado automaticamente com perfis de pessoas vivas e de pessoas falecidas ainda não identificadas.

O cruzamento pode envolver pessoas encontradas em hospitais ou abrigos sem documentação ou memória, além de corpos cuja identidade ainda não foi determinada.

O procedimento fortalece as investigações, apoia o trabalho pericial e amplia as possibilidades de resposta às famílias que aguardam notícias de seus entes desaparecidos.

O trabalho também foi reforçado pelo Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), lançado pelo Ministério da Justiça em 2024. A plataforma reúne informações sobre casos registrados em diferentes regiões do país e disponibiliza dados que podem auxiliar na identificação.

Quem pode doar?

A mobilização é voltada principalmente para familiares que ainda não realizaram a coleta de material genético junto à perícia oficial.

A orientação técnica estabelece preferência para parentes de primeiro grau:

-pai e mãe biológicos;
-filhos biológicos;
-irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Caso esses parentes não estejam disponíveis, outros familiares podem ser avaliados pela equipe responsável pelo ponto de coleta.

Crianças e adolescentes também podem participar, desde que acompanhados por um responsável legal.

Como é feita a coleta?

O procedimento pode ser realizado de duas formas: por meio de um swab bucal, com um cotonete passado na parte interna da bochecha, ou por uma pequena coleta de sangue feita com um furo no dedo.

Não é necessário estar em jejum.

Para participar, o familiar deve comparecer a um dos pontos oficiais levando documento de identificação com foto e informações do Boletim de Ocorrência referente ao desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável.

Também é recomendável levar objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter vestígios de DNA, caso estejam disponíveis.

Familiares que moram em cidades ou estados diferentes também podem realizar a coleta no posto oficial mais próximo de onde vivem.

Privacidade dos dados

Segundo o Ministério da Justiça, o material biológico e o perfil genético coletados são utilizados exclusivamente na busca e identificação de pessoas desaparecidas. Os dados não são utilizados para outras finalidades criminais ou civis.

Quando a identidade da pessoa desaparecida é oficialmente confirmada, o perfil genético do familiar doador é retirado permanentemente do banco de dados.

Se houver uma compatibilidade, um laudo técnico oficial de identificação é produzido e encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A unidade policial fica encarregada de entrar em contato com a família e prestar as orientações necessárias.

Onde fazer a coleta?

Os 334 pontos de coleta estão distribuídos pelo país e funcionarão durante a mobilização nacional, de 24 a 28 de agosto.

Os endereços e telefones das unidades participantes podem ser consultados nos canais oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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