
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, que foi brutalmente agredido em Copacabana, na Zona Sul do Rio, após ser acusado de estar com uma bicicleta roubada. Segundo familiares, a acusação era falsa: a bicicleta pertencia a uma das irmãs da vítima. O caso aconteceu na noite de 11 de agosto, e Cláudio morreu no dia seguinte no Hospital Municipal Miguel Couto.Clique aqui e veja o vídeo!
De acordo com relatos apresentados à polícia, Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, de bicicleta, por volta das 22h30. Na Rua Barata Ribeiro, ele teria sido abordado por um segurança de um estabelecimento, que desconfiou da procedência da bicicleta. O segurança confirmou à polícia que abordou Cláudio e admitiu ter dado um soco nele, mas negou ter participado das agressões posteriores.
Após a abordagem, outros homens, incluindo entregadores, teriam levado Cláudio para a Rua Felipe de Oliveira, onde ele foi novamente agredido. Imagens de câmeras de segurança obtidas durante a investigação mostram que as agressões duraram vários minutos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a vítima foi atingida com socos, chutes e golpes com um objeto, sofrendo graves ferimentos na cabeça.
Cláudio foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo informações repassadas à família, ele sofreu traumatismo craniano e hemorragia interna e não resistiu aos ferimentos. Conhecido como Bart por amigos e moradores da região, ele era morador de Botafogo e costumava circular de bicicleta entre Botafogo e Copacabana.
A família afirma que Cláudio não tinha antecedentes criminais e cobra a responsabilização de todos os envolvidos. A irmã Fabiana Landeiro Hansen afirmou que a vítima era conhecida e querida na região e que a família não esperava receber uma notícia como aquela. Parentes também disseram que Cláudio fazia acompanhamento médico por transtornos psicológicos.
A investigação está sob responsabilidade da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana). Agentes analisam imagens de câmeras de segurança, ouvem testemunhas e realizam perícias para esclarecer a dinâmica das agressões e identificar a participação individual de cada envolvido. Um segurança que participou da abordagem se entregou à polícia nesta quinta-feira (20) e foi preso; outros suspeitos também são procurados.
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