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Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas em competições femininas

Nova política da CBV determina que apenas atletas do sexo biológico feminino poderão disputar torneios da categoria e prevê triagem do gene SRY

15/08/2026 às 11h00
Por: Cristiane Cirilo
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© Divulgação/CBV
© Divulgação/CBV

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou na sexta-feira (14) uma nova política de elegibilidade para competições da categoria feminina. A partir da mudança, somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar dos torneios organizados pela entidade.

A regra estabelece a realização de testes genéticos para verificar a presença do gene SRY, normalmente associado ao desenvolvimento sexual masculino. A análise pode ser feita por meio de exame de sangue ou de coleta de material da mucosa bucal.

Segundo a CBV, a medida busca alinhar as competições nacionais aos parâmetros adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

“A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais”, afirmou o presidente da entidade, Radamés Lattari, em comunicado divulgado pela confederação.

A nova política será aplicada inicialmente à Superliga A e B da temporada 2026/27, à Supercopa 2026, à Copa Brasil 2027, ao Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027, na categoria adulta, e ao CBVP Challenger 2027. A regra também deverá valer para as edições seguintes enquanto a política estiver em vigor.

A verificação da elegibilidade será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY. O procedimento integra os novos critérios estabelecidos pela CBV para a participação em competições femininas.

A entidade afirma que a atualização foi adotada diante de mudanças nos parâmetros internacionais e da necessidade de manter as regras das competições brasileiras alinhadas às normas internacionais da modalidade.

Caso Tiffany

A nova regra pode afetar a jogadora Tiffany, mulher trans que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação da atleta em uma partida contra o Sesc RJ Flamengo, em Osasco.

Na ocasião, a CBV havia recorrido ao STF contra uma lei municipal que proibia a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. A ministra considerou que a norma era incompatível com a Constituição e representava um retrocesso em políticas de igualdade de gênero e promoção da dignidade humana.

Com a nova política nacional de elegibilidade, a participação de atletas que não atendam aos critérios estabelecidos pela CBV passa a ser submetida às novas regras da entidade nas competições abrangidas pela medida.

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