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Violência contra a mulher vai além da agressão física; veja formas que podem passar despercebidas

Campanha Agosto Lilás chama atenção para práticas como violência vicária e patrimonial, que também são reconhecidas pela Lei Maria da Penha

11/08/2026 às 11h54
Por: Cristiane Cirilo
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Internet | USP
Internet | USP

Nem toda violência contra a mulher deixa marcas no corpo. Agressões também podem aparecer em forma de controle, ameaças, destruição de bens, retenção de documentos e até no uso de filhos e pessoas próximas para provocar sofrimento.

A discussão ganhou destaque durante o Agosto Lilás, mês de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Em 2026, uma das formas que passou a ter previsão expressa na Lei Maria da Penha é a violência vicária, incluída pela Lei 15.384/2026.

Nesse tipo de violência, o agressor atinge pessoas próximas à mulher como filhos, familiares, dependentes ou integrantes de sua rede de apoio com o objetivo de provocar sofrimento, punição ou controle. A nova legislação também criou o crime de vicaricídio, quando a vítima é morta com essa finalidade, com pena de 20 a 40 anos de prisão.

É o caso de ameaças como “vou colocar as crianças contra você”, usar os filhos para intimidar a mãe ou impedir que ela tenha contato com pessoas importantes para sua vida.

Violência patrimonial

Outra forma que pode ser confundida com problemas comuns de um relacionamento é a violência patrimonial.

Ela ocorre quando o agressor retém, destrói ou controla dinheiro, documentos, objetos pessoais ou bens da mulher, comprometendo sua autonomia financeira e sua independência.

Impedir o acesso ao próprio salário, esconder documentos, destruir o celular ou controlar recursos financeiros podem ser sinais desse tipo de violência.

A violência patrimonial já é reconhecida pela Lei Maria da Penha entre as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Nem sempre a violência é visível

A violência também pode ocorrer por meio de ameaças, humilhações, constrangimentos e tentativas de controlar a vida da mulher. Por isso, identificar comportamentos abusivos pode ser um primeiro passo para interromper o ciclo de violência.

A orientação é que situações de violência contra a mulher sejam denunciadas pelo Ligue 180, serviço de atendimento e orientação para mulheres em situação de violência.

A campanha do Agosto Lilás busca justamente ampliar o conhecimento sobre essas situações e mostrar que violência não se resume à agressão física.

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