
O pré-candidato ao Governo de Minas Gerais pelo MDB, Gabriel Azevedo, apresentou nesta quarta-feira (15) a versão 1.5 do plano de governo “Minas Gerais pensando Minas Gerais”. O documento foi divulgado 15 dias antes da Convenção Estadual do partido, marcada para 1º de agosto, e reúne propostas construídas ao longo de mais de um ano de debates, estudos e consultas realizadas em diferentes regiões do Estado. A versão apresentada ficará aberta para críticas, sugestões e contribuições até a convenção partidária.
O lançamento contou com a participação do economista Marcos Lisboa, coordenador técnico do plano; do ex-vice-governador Paulo Brant; da presidente do MDB Mulher de Minas Gerais, Mônica Vallone; e de Arcanjo, representante do MDB Afro. Segundo Gabriel Azevedo, o objetivo é retomar um ambiente de debate político baseado em ideias e permitir que a sociedade participe da construção das propostas. “O governo não é do governador. O governo é do povo mineiro”, afirmou.
Entre as principais propostas apresentadas está a criação de uma agência independente para avaliar políticas públicas do Estado. A iniciativa, coordenada tecnicamente por Marcos Lisboa, prevê uma instituição com autonomia, dirigentes com mandato e equipe especializada para analisar programas governamentais, medir resultados e divulgar relatórios públicos. A proposta é que a avaliação seja feita com base em dados e evidências, identificando iniciativas que funcionam e aquelas que precisam ser ajustadas ou encerradas.
O plano também propõe uma reorganização administrativa com a criação de dez Governos Regionais, sem aumento da máquina pública ou criação de novos cargos. A ideia é utilizar estruturas já existentes para aproximar a gestão estadual dos municípios, acompanhando obras, convênios, indicadores e prioridades de cada território. Gabriel afirmou que Minas Gerais possui diferenças regionais que exigem soluções específicas e que o Estado não pode ser administrado apenas a partir de Belo Horizonte.
Na área econômica, o documento destaca a retomada da agenda ferroviária por meio do programa “O Futuro sobre Trilhos”, com foco na estruturação de projetos, captação de recursos e integração entre diferentes órgãos públicos. Segundo Marcos Lisboa, a falta de coordenação é um dos principais entraves para o avanço dos projetos ferroviários. A proposta inclui corredores para transporte de cargas e passageiros e defende que investimentos em ferrovias são estratégicos para reduzir custos e preservar a malha rodoviária.
Outros eixos apresentados envolvem educação, saúde, segurança pública e transparência. Na educação, o plano coloca a aprendizagem dos estudantes como principal indicador de resultado, com revisão de métodos pedagógicos e apoio aos professores. Na saúde, a proposta prevê maior transparência sobre filas de atendimento e fortalecimento dos consórcios regionais. Já na segurança pública, foi apresentada uma Carta Aberta de Compromisso com a categoria, com propostas voltadas à valorização profissional, melhoria das condições de trabalho e integração entre as forças.
Gabriel Azevedo também destacou medidas relacionadas à transparência administrativa, como a divulgação de informações sobre cargos públicos, subsídios e benefícios fiscais. Segundo ele, o Estado precisa ampliar o controle sobre gastos e avaliar os resultados das políticas implementadas. O pré-candidato afirmou ainda que o plano será utilizado como base para o diálogo com partidos e possíveis aliados, transformando as negociações eleitorais em discussões sobre propostas para Minas Gerais.
Mín. 9° Máx. 20°