O Governo de Minas afirmou que todos os bens retirados do Palácio das Mangabeiras foram devidamente inventariados e permanecem sob controle patrimonial do Estado. A manifestação foi enviada após a repercussão da visita técnica realizada pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que encontrou o imóvel praticamente vazio e levantou questionamentos sobre o destino do acervo.
Em nota, o governo informou que, quando o palácio deixou de ser residência oficial e passou a ter outra finalidade, os móveis, obras e demais objetos foram destinados a órgãos e entidades estaduais responsáveis por sua guarda, conservação e utilização.
Segundo a administração estadual, as transferências seguiram os procedimentos administrativos previstos para a gestão do patrimônio público e foram registradas nos sistemas oficiais de controle. O Executivo afirmou ainda que parte dos itens está em uso por órgãos e entidades do Estado, enquanto outros permanecem armazenados em locais apropriados, com acesso restrito a servidores autorizados.
O governo ressaltou que essas movimentações representam apenas transferências internas de patrimônio, sem alteração da titularidade dos bens, que continuam pertencendo ao Estado e sujeitos aos mecanismos legais de fiscalização e controle.
A resposta ocorre após parlamentares da Comissão de Cultura visitarem o Palácio das Mangabeiras na quinta-feira (2). Durante a inspeção, os deputados encontraram apenas alguns móveis, como um sofá, duas poltronas, uma mesa de centro e um piano, e questionaram a ausência do restante do acervo histórico do imóvel.
Na ocasião, o deputado Leleco Pimentel (PT), autor do pedido de visita técnica, classificou a situação como preocupante e defendeu a apuração sobre o destino dos bens públicos.
Após a inspeção, os parlamentares se reuniram com representantes da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), responsável pela gestão do espaço. Embora a empresa tenha informado que os bens estão catalogados, não apresentou, naquele momento, a localização dos itens retirados do palácio e se comprometeu a encaminhar um inventário detalhado até o dia 16 de julho.
Na nota enviada posteriormente, o Governo de Minas reafirmou que todos os bens públicos permanecem identificados, registrados e submetidos aos mecanismos de controle patrimonial, acrescentando que continuará à disposição dos órgãos de fiscalização para prestar os esclarecimentos necessários.