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Operação “Circo Digital” desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro na Grande BH

De acordo com a corporação, a operação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além do bloqueio de mais de R$ 7,7 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo investigado

02/07/2026 às 16h45 Atualizada em 02/07/2026 às 17h12
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Regional de Venda Nova, deflagrou uma operação nesta quinta-feira (2) para combater uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes. A ação, batizada de “Circo Digital”, teve como base apurações iniciadas há cerca de três meses.

De acordo com a corporação, a operação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além do bloqueio de mais de R$ 7,7 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo investigado. Também foram apreendidos veículos de luxo, entre eles duas BMWs, um Audi, duas motos aquáticas e duas caminhonetes Toyota Hilux.

As investigações começaram a partir da análise de publicações em redes sociais feitas por dois dos suspeitos, que ostentavam veículos de alto padrão e grandes quantias em dinheiro. A partir desse material, a polícia identificou uma estrutura criminosa responsável por movimentar milhões de reais em um curto período.

Segundo a PCMG, o grupo mantinha uma rede de lavagem de dinheiro formada por empresas de fachada e dezenas de pessoas envolvidas em diferentes etapas do esquema. Em muitos casos, as transações financeiras eram seguidas de saques em espécie no mesmo dia, o que reforçou os indícios de ocultação da origem dos valores.

Ainda conforme a investigação, os suspeitos utilizavam a imagem de influenciadores digitais para tentar dar aparência de legalidade ao patrimônio obtido ilegalmente. Nas redes sociais, exibiam veículos de luxo e ostentação financeira como forma de mascarar a origem dos recursos.

A polícia também aponta que os principais investigados, dois irmãos de 37 e 40 anos, possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio e extorsão. Eles seriam responsáveis por coordenar o esquema de tráfico em determinadas regiões, além de práticas de agiotagem e cobrança de juros ilegais, muitas vezes registradas em mensagens associadas a transferências via Pix. Parte das dívidas, segundo a apuração, era quitada com a entrega de veículos aos investigados.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação da organização criminosa na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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