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Preso por esfaquear o pai e ameaçar a mãe é morto dentro de presídio em MG

Detento de 31 anos foi encontrado morto em cela no Presídio de Bocaiúva oito dias após ser preso; colega assumiu autoria da agressão

30/06/2026 às 11h17
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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Um homem de 31 anos foi morto dentro do Presídio de Bocaiúva, no Norte de Minas Gerais, oito dias após ser preso por esfaquear o próprio pai e ameaçar de morte a mãe. O detento foi encontrado sem vida no último domingo (28), e um colega de cela confessou a autoria da agressão, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

De acordo com a pasta, policiais penais foram acionados após um chamado vindo de uma das celas da unidade. No local, encontraram o corpo de Carlos Junior Rosa Lopes caído no chão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito.

A Sejusp informou que a direção do presídio instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte. A Polícia Civil realizou a perícia na unidade e ficará responsável pela investigação criminal.

Carlos Junior havia ingressado no sistema prisional em 21 de junho e estava custodiado no Presídio de Bocaiúva desde o dia 23. Esta era sua primeira passagem pelo sistema prisional.

O detento foi preso em 20 de junho por lesão corporal e ameaça. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi até a casa dos pais armado com uma faca, ameaçou matar a mãe, de 69 anos, e, em seguida, esfaqueou o pai, de 74 anos, durante uma discussão em via pública.

O idoso sofreu ferimentos no braço esquerdo ao tentar se defender. Durante a ocorrência, uma testemunha também foi mordida pelo suspeito.

Na audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ao fundamentar a decisão, a juíza Roberta Sousa Alcântara Dayrell destacou que as agressões e ameaças contra os pais eram recorrentes, principalmente quando eles se recusavam a entregar dinheiro para a compra de drogas.

Segundo a magistrada, manter o investigado em liberdade representaria risco à integridade física e psicológica das vítimas, ambas idosas, diante do histórico de violência familiar relatado no processo.

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