
Um esquema interestadual envolvendo exploração de jogos de azar, lavagem de capitais, organização criminosa e ameaça foi alvo de operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã desta quarta-feira (24/6). A ação teve como foco suspeitos apontados como líderes do grupo, com atuação em Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Pará.
Durante a operação, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Pirapora, no Norte de Minas, além de Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA), onde estavam distribuídos os alvos da investigação.
A PCMG também solicitou à Justiça o sequestro de bens móveis, incluindo 12 veículos vinculados aos investigados, avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão. Além disso, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros em 43 contas de pessoas físicas e jurídicas.
Segundo as investigações, o grupo atuava na comercialização ilegal de bilhetes numerados e na manipulação de resultados, controlando as chamadas “sobras” de bilhetes não vendidos. A divulgação dos sorteios ocorria por meio de plataformas digitais, com divisão de tarefas e uso de empresas e interpostas pessoas para ocultação de valores.
A PCMG identificou ainda que integrantes do esquema intimidavam e ameaçavam apostadores que cobravam supostos prêmios. O trabalho investigativo apontou movimentações financeiras milionárias incompatíveis com a renda declarada, com indícios de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.
As apurações foram baseadas em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf, que apontaram movimentações atípicas de cerca de R$ 11,5 milhões, com fracionamento de valores, circulação intensa de dinheiro e incompatibilidade patrimonial dos investigados.
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