
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo federal vai iniciar um estudo para avaliar a possibilidade de ofertar canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa será conduzida no Grupo Hospital Conceição, em Porto Alegre (RS), e deve contar com cerca de 250 pacientes com obesidade mórbida associada a complicações cardíacas. O objetivo é analisar a eficácia, a segurança e a viabilidade do tratamento dentro da rede pública de saúde, especialmente em casos mais graves.
Segundo o ministro, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à incorporação de novas tecnologias no SUS, diante do aumento da prevalência da obesidade e da demanda por tratamentos mais eficazes e de alto custo.
Paralelamente ao estudo, o governo pretende incentivar a produção nacional desses medicamentos, ampliando a oferta no país. Entre os produtos em destaque está a Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética autorizada para comercialização no Brasil. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa pedidos de registro de outras 17 empresas interessadas em produzir ou comercializar medicamentos semelhantes no mercado brasileiro.
A iniciativa ocorre em meio ao crescimento da procura por tratamentos para obesidade e ao debate sobre a ampliação do acesso a terapias consideradas de alto custo no sistema público de saúde, o que pode influenciar futuras decisões sobre a incorporação desses medicamentos no SUS.
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