
A Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) promove, na próxima terça-feira (23), uma audiência pública para discutir os impactos sociais, culturais e econômicos do Carnaval da capital mineira. O encontro será realizado às 10h, no Plenário Helvécio Arantes, e também poderá ser acompanhado ao vivo pelos canais oficiais da Câmara.
A reunião foi solicitada pela vereadora Juhlia Santos (Psol) e pretende avaliar os resultados da folia de 2026, além de debater políticas públicas de continuidade, incentivo e valorização do evento. Também estarão em pauta os direitos dos trabalhadores da cultura envolvidos na realização do Carnaval.
Segundo dados oficiais, o Carnaval de Belo Horizonte reuniu cerca de 6,5 milhões de foliões neste ano, movimentando aproximadamente R$ 1,4 bilhão na economia local. A programação contou com 457 blocos de rua, desfiles de escolas de samba, blocos caricatos e apresentações artísticas distribuídas por diversas regiões da cidade.
Além dos números expressivos, o debate deve abordar o reconhecimento das manifestações carnavalescas como patrimônio cultural da capital. Nos últimos anos, legislações municipais passaram a garantir proteção, incentivo e valorização de blocos caricatos, escolas de samba e blocos de rua, reconhecidos como importantes expressões da identidade cultural belo-horizontina.
Outro tema que será discutido é o financiamento público da festa. Em 2026, a Prefeitura de Belo Horizonte destinou cerca de R$ 3,78 milhões para escolas de samba e blocos caricatos. Já os blocos de rua receberam aproximadamente R$ 3,2 milhões por meio de recursos da Belotur. O Governo de Minas também investiu cerca de R$ 26,5 milhões em ações relacionadas ao Carnaval em todo o estado.
Foram convidados para a audiência o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, além de representantes de blocos carnavalescos e de iniciativas ligadas à economia criativa e à sustentabilidade, como o projeto Reciclabelô.
A expectativa é que o encontro contribua para fortalecer o diálogo entre poder público, trabalhadores da cultura e organizadores, visando aprimorar as políticas de apoio a uma das maiores manifestações culturais de Belo Horizonte.
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