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Homem é preso em MG suspeito de inventar filha doente para arrecadar dinheiro na internet

Homem de 43 anos também é investigado por falsificação de documentos médicos e uso indevido de nomes e registros de profissionais da saúde

16/06/2026 às 09h29
Por: Cristiane Cirilo
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PCMG/Divulgação
PCMG/Divulgação

Um fisioterapeuta de 43 anos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira (15), em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, suspeito de criar uma falsa campanha beneficente para arrecadar dinheiro na internet. Segundo as investigações, ele alegava ter uma filha com uma doença grave e pedia doações para custear um suposto tratamento médico.

De acordo com a Polícia Civil, o homem utilizava fotografias, relatórios médicos e informações sobre uma cirurgia para dar credibilidade à campanha. No entanto, durante as apurações, os investigadores descobriram que a criança apresentada como filha não tinha qualquer relação com o caso.

A imagem utilizada na divulgação, segundo a corporação, foi retirada de uma reportagem internacional e usada sem autorização. Além disso, os documentos médicos exibidos para convencer os doadores foram identificados como falsos.

As investigações também apontaram indícios de um esquema de produção, venda e distribuição de documentos médicos falsificados. Conforme a Polícia Civil, nomes, assinaturas, carimbos e registros profissionais de médicos regularmente inscritos nos conselhos de classe eram utilizados indevidamente para elaborar os documentos.

Os materiais falsificados eram usados para justificar faltas em empresas e conferir aparência de legalidade a outras fraudes. Os policiais ainda identificaram um local em Divinópolis que seria utilizado para a entrega dos documentos.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, documentos, dinheiro em espécie, máquina de cartão e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.

A Polícia Civil não informou quanto o suspeito teria arrecadado com a falsa campanha ou lucrado com o esquema de documentos falsificados.

O homem poderá responder por crimes como falsificação de documentos, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato.

As investigações continuam para identificar possíveis beneficiários dos documentos fraudulentos, outras vítimas e eventuais participantes do esquema criminoso.

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