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Pai de santo é preso suspeito de abusar sexualmente de adolescentes em centro de umbanda de BH

Líder religioso de 46 anos atuava no local há uma década. Até o momento, oito vítimas — que tinham entre 15 e 17 anos na época dos fatos — foram identificadas pela Polícia Civil.

13/06/2026 às 07h30
Por: Cristiane Cirilo
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PCMG
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na manhã de sexta-feira (12/6), o pai de santo Flávio Henrique de Oliveira Morais, de 46 anos. Ele é acusado de cometer crimes sexuais contra pelo menos oito mulheres dentro de um centro de umbanda no bairro Lagoa, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) na residência do suspeito, localizada no bairro Castelo, região Noroeste da capital. Na ação, foram apreendidos um celular, um notebook e cinco pen drives.

Os detalhes da investigação foram apresentados na tarde de sexta-feira, no Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DEFAM), pelos delegados Guilherme Santos, Larissa Mayerhofer e Rodolfo Rabelo.

O 'modus operandi': foco em jovens vulneráveis

De acordo com o delegado Rodolfo Rabelo, as investigações avançaram rapidamente após o início dos depoimentos na última segunda-feira (8/6). O líder religioso, que atuava no centro há 10 anos, utilizava sua posição de poder e técnicas de persuasão para atrair as vítimas.

O histórico relatado pelas testemunhas aponta para um comportamento padrão do investigado:

  • Seleção de vítimas: Durante as sessões de mediunidade, o suspeito identificava jovens com histórico de abuso sexual prévio ou que enfrentavam quadros de depressão e baixa autoestima.

  • Abuso progressivo: Sob o pretexto de realizar "passes religiosos", ele iniciava toques nos braços e pernas das adolescentes, evoluindo progressivamente para as partes íntimas.

  • Manipulação psicológica: O toque físico não faz parte do ritual de passe da instituição. Para justificar a conduta, Flávio alegava que as jovens tinham uma "energia sexual muito forte" e que precisava "passar a mão no corpo delas para retirar essa energia". Em um dos casos, ele chegou a culpar a vítima, afirmando que ela sofria o abuso porque "atraía muito os homens".

Além dos abusos no terreiro, uma das vítimas relatou ter sido abusada na casa do próprio suspeito. Após os episódios, o homem enviava mensagens de madrugada pelas redes sociais com fotos íntimas e ameaças para garantir o silêncio das adolescentes.

Comportamento suspeito e tentativa de blindagem jurídica

O comportamento do pai de santo já acumulava suspeitas dentro da própria comunidade religiosa. Frequentadores ouvidos pela polícia relataram que achavam estranha a preferência do homem em priorizar o atendimento a mulheres, bem como o sumiço repentino de várias jovens que deixavam de frequentar o centro sem explicações.

"Ao perceber que as vítimas demonstraram a intenção de denunciar os crimes, o suspeito tentou se precaver juridicamente. Ele começou a colher assinaturas de frequentadores em documentos que declaravam que ele nunca havia cometido abusos, com o intuito de registrar as declarações em cartório", disse 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na manhã desta sexta-feira (12/6), o pai de santo Flávio Henrique de Oliveira Morais, de 46 anos. Ele é acusado de cometer crimes sexuais contra pelo menos oito mulheres dentro de um centro de umbanda no bairro Lagoa, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) na residência do suspeito, localizada no bairro Castelo, região Noroeste da capital. Na ação, foram apreendidos um celular, um notebook e cinco pen drives.

Os detalhes da investigação foram apresentados na tarde desta sexta-feira, no Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DEFAM), pelos delegados Guilherme Santos, Larissa Mayerhofer e Rodolfo Rabelo.

O 'modus operandi': foco em jovens vulneráveis

De acordo com o delegado Rodolfo Rabelo, as investigações avançaram rapidamente após o início dos depoimentos na última segunda-feira (8/6). O líder religioso, que atuava no centro há 10 anos, utilizava sua posição de poder e técnicas de persuasão para atrair as vítimas.

O histórico relatado pelas testemunhas aponta para um comportamento padrão do investigado:

  • Seleção de vítimas: Durante as sessões de mediunidade, o suspeito identificava jovens com histórico de abuso sexual prévio ou que enfrentavam quadros de depressão e baixa autoestima.

  • Abuso progressivo: Sob o pretexto de realizar "passes religiosos", ele iniciava toques nos braços e pernas das adolescentes, evoluindo progressivamente para as partes íntimas.

  • Manipulação psicológica: O toque físico não faz parte do ritual de passe da instituição. Para justificar a conduta, Flávio alegava que as jovens tinham uma "energia sexual muito forte" e que precisava "passar a mão no corpo delas para retirar essa energia". Em um dos casos, ele chegou a culpar a vítima, afirmando que ela sofria o abuso porque "atraía muito os homens".

Além dos abusos no terreiro, uma das vítimas relatou ter sido abusada na casa do próprio suspeito. Após os episódios, o homem enviava mensagens de madrugada pelas redes sociais com fotos íntimas e ameaças para garantir o silêncio das adolescentes.

Comportamento suspeito e tentativa de blindagem jurídica

O comportamento do pai de santo já acumulava suspeitas dentro da própria comunidade religiosa. Frequentadores ouvidos pela polícia relataram que achavam estranha a preferência do homem em priorizar o atendimento a mulheres, bem como o sumiço repentino de várias jovens que deixavam de frequentar o centro sem explicações.

"Ao perceber que as vítimas demonstraram a intenção de denunciar os crimes, o suspeito tentou se precaver juridicamente. Ele começou a colher assinaturas de frequentadores em documentos que declaravam que ele nunca havia cometido abusos, com o intuito de registrar as declarações em cartório", disse Rodolfo Rabelo, delegado do caso. 

Defesa nega as acusações

Flávio Henrique de Oliveira Morais, que não tinha passagens pela polícia, foi encaminhado ao sistema prisional. Em depoimento oficial, ele negou todos os crimes. O investigado alegou que não cometeu os abusos e sustentou a versão de que uma das vítimas teria "feito a cabeça de todas as outras" para formalizarem uma denúncia falsa contra ele.

A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas que reconhecerem o suspeito ou o modus operandi procurem a Depca para registrar o caso.

Defesa nega as acusações

Flávio Henrique de Oliveira Morais, que não tinha passagens pela polícia, foi encaminhado ao sistema prisional. Em depoimento oficial, ele negou todos os crimes. O investigado alegou que não cometeu os abusos e sustentou a versão de que uma das vítimas teria "feito a cabeça de todas as outras" para formalizarem uma denúncia falsa contra ele.

A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas que reconhecerem o suspeito ou o modus operandi procurem a Depca para registrar o caso.

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