
A Polícia Civil de São Paulo investiga a mãe e as irmãs da influenciadora e advogada Deolane Bezerra por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, segundo informações da investigação.
De acordo com a corporação, o grupo seria parte de um esquema que envolve a operação de empresas de fachada usadas para movimentar recursos de origem supostamente ilícita.
A apuração ocorre no âmbito da Operação Vérnix. Um relatório citado pelos investigadores aponta que Daniele Bezerra Santos, Dayanne Bezerra Santos e Solange Alves Bezerra, respectivamente irmãs e mãe da influenciadora, aparecem como sócias de empresas associadas ao esquema e agora sob análise.
Entre as empresas investigadas está a DSDD Cobranças e Informações Cadastrais LTDA., que teria como sócias as três familiares. Segundo a polícia, a estrutura seria utilizada para circular valores de origem suspeita.
Ainda conforme a investigação, trocas de e-mails e interceptações telefônicas indicam a atuação de um contador também investigado, apontado como responsável pela abertura de empresas supostamente de fachada ligadas ao grupo.
Em outro trecho do inquérito, os investigadores mencionam a criação de uma empresa registrada em nome de Francisca Alves da Silva, esposa de um dos investigados, que teria sede em endereço distante do domicílio conhecido da suspeita, o que levantou suspeitas sobre a real atividade do negócio.
A polícia afirma que o conjunto de elementos aponta para uma rede de empresas utilizadas para movimentação financeira, mas ainda não detalhou o papel individual de cada investigado nem o total de valores supostamente envolvidos.
Em manifestação, a defesa de Deolane Bezerra afirmou que a atividade das empresas será esclarecida no curso do processo e classificou as acusações como genéricas, destacando que não há imputação formal contra a mãe e as irmãs.
Os advogados também sustentam que a existência de investigação não implica culpa e reforçam o princípio da presunção de inocência.
Outros investigados, incluindo nomes ligados ao caso, também negam irregularidades e afirmam que irão apresentar esclarecimentos no decorrer das apurações.
A Polícia Civil segue com a análise de documentos, movimentações financeiras e possíveis vínculos entre empresas e investigados.
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