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Operação Cerco Fechado registra primeiras prisões e amplia ofensiva contra facções criminosas em Minas Gerais

Ação mobilizou quase 3 mil agentes, resultando em 38 prisões e reforça combate às organizações criminosas em 26 regiões do estado

01/06/2026 às 17h35
Por: Suylan Rikelme
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Divulgação: Redes Sociais
Divulgação: Redes Sociais

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, divulgou nesta segunda-feira (01) os primeiros resultados da operação Cerco Fechado, considerada a maior mobilização já realizada no estado para combater a atuação de organizações criminosas. A ação reúne forças de segurança estaduais e federais e seguirá em andamento por tempo indeterminado.

Durante entrevista coletiva, o governador destacou que a estratégia vai além da prisão de suspeitos e tem como foco enfraquecer a presença das facções, impedindo o controle de territórios e reduzindo sua capacidade de atuação.

A operação acontece simultaneamente em 26 áreas distribuídas entre Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. Atualmente, cerca de 2.980 profissionais participam das ações em campo.

Segundo o balanço apresentado, 46 pessoas foram conduzidas pelas forças de segurança, incluindo quatro adolescentes. Deste total, 38 prisões já foram confirmadas pelas autoridades responsáveis.

As equipes também apreenderam nove armas de fogo, 93 munições, porções de maconha, crack e cocaína, além de aproximadamente R$ 27 mil em dinheiro.

As investigações contam com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Até o momento, foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 na capital mineira e 27 em cidades do interior.

A força-tarefa também realizou ações dentro do sistema prisional. Dez unidades passaram por operações de fiscalização, com revistas em 914 celas. Durante os trabalhos, foram encontrados 53 celulares e 907 porções de drogas.

A operação é resultado da atuação conjunta da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Durante o anúncio, o governador também apresentou a sétima edição do programa Procura-se, que reúne os 12 foragidos considerados prioritários pelas forças de segurança de Minas Gerais.

Os nomes divulgados possuem mandados de prisão em aberto e são investigados por crimes como homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a instituições financeiras. Alguns também são apontados por envolvimento em explosões de caixas eletrônicos e assaltos a bancos.

Coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, o programa conta com a participação das polícias Civil, Militar e Penal, além do Corpo de Bombeiros. A iniciativa utiliza ações de inteligência e a colaboração da população por meio de denúncias anônimas realizadas pelo telefone 181.

Nas seis edições anteriores do programa, 61 dos 74 criminosos incluídos nas listas foram localizados e presos, alcançando um índice de sucesso de 82,4%.

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