
Uma bebê indígena de origem venezuelana morreu esta quinta-feira (28) vítima de um quadro grave de desnutrição, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Camila Rátia estava internada no Centro Materno Infantil de Betim desde a última segunda-feira (25); a criança tinha um ano e quatro meses e fazia parte de uma família que vivia em situação de vulnerabilidade social no município.
O caso mobilizou órgãos de assistência social e chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias indígenas venezuelanas que vivem em Minas Gerais.
Segundo as informações divulgadas, a criança integrava um grupo de migrantes indígenas que enfrenta desafios relacionados ao acesso à alimentação, moradia e atendimento de saúde.
A morte reacendeu o debate sobre as condições de vida de comunidades venezuelanas instaladas em cidades mineiras. Muitas dessas famílias dependem de ações de acolhimento e assistência para garantir necessidades básicas do dia a dia.
Órgãos públicos e instituições que acompanham a situação de migrantes e refugiados no estado já vinham monitorando casos envolvendo populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
As circunstâncias da morte deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. O caso também será acompanhado por órgãos ligados à proteção da infância e à assistência social.
A situação reforça a preocupação de entidades e profissionais que atuam no atendimento a famílias migrantes em Minas Gerais, especialmente em relação à segurança alimentar e ao acesso aos serviços essenciais.
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