
A Prefeitura de Belo Horizonte está intensificando ações de combate à leishmaniose visceral por meio da distribuição de coleiras impregnadas com inseticida para cães em áreas com maior incidência da doença na capital.
As coleiras possuem efeito repelente contra o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose, e também ajudam no controle de pulgas, carrapatos e moscas.
Segundo a Diretoria de Zoonoses da PBH, a estratégia busca reduzir a infecção nos animais e, consequentemente, diminuir os casos da doença em humanos.
A distribuição acontece em regiões específicas da cidade, definidas a partir do número de casos humanos, quantidade de cães infectados e índices de vulnerabilidade social.
As coleiras são substituídas a cada seis meses.
Desde 2023, cerca de 175 mil unidades já foram utilizadas pela Prefeitura, incluindo as trocas periódicas.
Além do encoleiramento, a administração municipal reforça que o combate à doença também depende de cuidados ambientais, como limpeza de quintais, retirada de folhas, frutos apodrecidos, fezes de animais e materiais orgânicos acumulados em locais úmidos e sombreados, ambientes que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
A Prefeitura também oferece gratuitamente exames para diagnóstico da doença em cães.
A solicitação pode ser feita pelo Portal de Serviços da PBH ou pelo telefone 156.
Segundo dados divulgados pela administração municipal, Belo Horizonte registrou 17 casos de leishmaniose visceral humana em 2025. Neste ano, três casos já foram confirmados.
Em relação aos cães, cerca de 4 mil animais testaram positivo para a doença em 2025. Em 2026, já são aproximadamente 1.200 registros positivos.
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