
O Governo de Minas Gerais, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), vai iniciar em junho a implantação de uma nova geração de radares nas rodovias estaduais. Os equipamentos vão além da fiscalização de velocidade e passam a atuar como sistemas inteligentes de monitoramento com leitura automática de placas em tempo real.
A tecnologia permitirá o acompanhamento contínuo da circulação de veículos, com capacidade de cruzamento de dados e identificação de automóveis roubados ou clonados. O sistema também poderá detectar padrões de comportamento considerados atípicos, como trajetos repetitivos ou deslocamentos em comboio.
Segundo o DER-MG, a nova estrutura amplia a eficiência da fiscalização ao permitir que as ações sejam orientadas por dados, reduzindo abordagens aleatórias e aumentando a precisão das operações. Situações como transporte clandestino ou uso irregular de autorizações especiais também poderão ser identificadas com mais facilidade.
Os dados coletados pelos radares serão integrados a bases já existentes, gerando alertas automáticos e fortalecendo o trabalho de fiscalização nas rodovias. A proposta é transformar o modelo atual em uma gestão mais orientada por inteligência e análise em larga escala.
De acordo com o órgão, os pontos de instalação foram definidos com base em estudos técnicos e geoprocessamento, priorizando trechos com maior índice de acidentes.
Além da segurança viária, o governo aponta que o sistema pode gerar impactos econômicos positivos, como a redução de custos associados a acidentes e até reflexos em seguros veiculares, a partir da diminuição de riscos nas rodovias.
Os primeiros 210 radares começam a ser instalados a partir de junho e serão incorporados à rede já existente, que conta com 614 equipamentos. A expectativa é substituir gradualmente os modelos atuais até alcançar 1.300 radares inteligentes em operação até 2028.
O modelo de contratação adotado prevê pagamento por desempenho, ou seja, os equipamentos só são remunerados quando estiverem em pleno funcionamento.
O sistema também poderá ser integrado a outros órgãos estaduais, como as secretarias de Segurança Pública e de Fazenda, ampliando o uso compartilhado dos dados para ações conjuntas.
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