
O avanço dos golpes virtuais e das fraudes digitais em Minas Gerais motivou o lançamento de um novo material voltado à segurança online. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), apresentou o Guia Prático de Segurança Digital, com orientações para prevenção de crimes cibernéticos e proteção de informações pessoais.
Os dados apontam crescimento desse tipo de ocorrência no estado. Em 2024, Minas Gerais registrou 56.664 casos de fraudes digitais. No ano seguinte, o número subiu para 63.942. Apenas nos três primeiros meses de 2026, já foram contabilizados 14.957 registros.
O guia reúne informações sobre ameaças frequentes no ambiente virtual, como phishing, malware, ransomware, engenharia social e deepfakes. O conteúdo também ensina formas de identificar tentativas de golpe, reconhecer sinais de risco e adotar medidas de proteção no uso de plataformas digitais e compartilhamento de dados.
Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o objetivo é ampliar o acesso da população a informações claras sobre segurança digital e estimular práticas preventivas diante das ameaças virtuais.
Além das orientações de prevenção, o material traz recomendações sobre como agir em casos de tentativa ou confirmação de golpe, incluindo preservação de provas e acionamento das autoridades competentes, como a Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Civil de Minas Gerais.
A assessora-chefe da Subsecretaria de Integração da Segurança Pública e coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Crimes Financeiros Virtuais, Nathalia Moura, destacou que a integração entre órgãos fortalece a troca de informações e melhora a capacidade de resposta contra crimes financeiros e digitais.
Já o subsecretário de Integração da Segurança Pública, Christian Azevedo, afirmou que organizações criminosas têm ampliado a atuação no ambiente virtual por meio de vazamentos de dados, engenharia social e uso de credenciais roubadas para aplicar golpes com maior alcance e retorno financeiro.
De acordo com Christian Viana, o combate ao crime organizado exige atenção às estruturas econômicas e tecnológicas utilizadas pelas quadrilhas, incluindo rastreamento financeiro e proteção de dados para reduzir a capacidade de financiamento das atividades ilícitas.
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