
O Governo de Minas Gerais intensificou as ações voltadas à saúde materno-infantil com o objetivo de reduzir mortes maternas evitáveis e ampliar a segurança no atendimento a gestantes e bebês. As iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e envolvem desde o pré-natal até o acompanhamento no pós-parto.
Entre as principais medidas está a Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, desenvolvida em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e o Ministério da Saúde. O programa busca qualificar equipes médicas e maternidades para melhorar o atendimento às emergências obstétricas, especialmente os casos de hemorragia, uma das principais causas de morte materna.
Segundo a diretora de Gestão da Integralidade do Cuidado da SES-MG, Lírica Salluz, o foco é fortalecer a assistência em todas as etapas do cuidado. “A SES tem trabalhado na qualificação da rede para garantir cuidado integral às mulheres e aos bebês, promovendo um atendimento mais humanizado e seguro”, afirmou.
Em 2025, a estratégia avançou com a previsão de qualificação de 28 maternidades distribuídas nas 14 macrorregiões do estado. A iniciativa já alcançou regiões como Jequitinhonha, Leste, Vale do Aço, Norte de Minas e Triângulo do Sul. Desde o início das ações, foram capacitados 110 médicos e 160 enfermeiros.
Além disso, 36 profissionais estão sendo preparados para atuar como instrutores da estratégia. As capacitações incluem simulações clínicas, atualização de protocolos e treinamento para respostas rápidas em situações de emergência obstétrica.
A médica obstetra e instrutora da Opas, Regina Aguiar, destacou a importância do pré-natal na prevenção de complicações. Segundo ela, o acompanhamento regular permite identificar gestantes com maior risco e reduzir a ocorrência de hemorragias.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada para o acompanhamento das gestantes em Minas Gerais. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), são realizados exames, consultas e orientações sobre parto, puerpério, amamentação e planejamento reprodutivo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o pré-natal seja iniciado logo após a confirmação da gravidez e inclua, no mínimo, seis consultas. Em Minas, casos de maior complexidade são encaminhados para os Centros Estaduais de Atenção Especializada (Ceae), unidades da Fhemig e hospitais habilitados para gestação de alto risco.
Atualmente, o estado conta com 205 instituições vinculadas à Rede de Atenção ao Parto e Nascimento, com capacidade para realizar mais de 228 mil partos por ano.
Outra iniciativa em andamento é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, criada em 2024 para organizar o atendimento das usuárias na rede pública de saúde. Minas também desenvolve o projeto Filhos de Minas, direcionado a gestantes em situação de vulnerabilidade social. O programa prevê pelo menos nove consultas de pré-natal e distribuição de kits de enxoval para beneficiárias do CadÚnico. Até março de 2026, 816 municípios haviam aderido à iniciativa.
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