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Força-tarefa federal destrói estruturas do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

Operação elimina 23 bunkers, apreende equipamentos e impõe prejuízo milionário a grupos que atuavam na extração de ouro

06/05/2026 às 15h58
Por: Adriana Santos
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Imagem | Agência Gov
Imagem | Agência Gov

Uma operação coordenada pelo governo federal desmantelou parte da estrutura do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Em um mês de कार्रवाई, equipes integradas destruíram 23 bunkers usados por garimpeiros para esconder equipamentos e manter atividades clandestinas na região.

 

A ação reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Ibama e Funai, sob coordenação da Casa Civil. O objetivo é interromper a exploração ilegal de ouro e garantir a proteção do território indígena, pertencente ao povo Nambikwara.

 

De acordo com o balanço da operação, os materiais apreendidos ou inutilizados já representam um prejuízo estimado em R$ 63 milhões para os envolvidos. Os bunkers identificados tinham diferentes dimensões e eram utilizados como pontos estratégicos de apoio, com armazenamento de equipamentos, alimentos e combustível.

 

Nos locais, foram encontrados itens como freezers, motosserras e ferramentas usadas no garimpo. Técnicos que participaram da operação destacaram que as estruturas não possuíam ventilação nem sistemas de comunicação, o que indica condições precárias e uso voltado à permanência prolongada e à ocultação das atividades ilegais.

 

Em uma das incursões no garimpo do Cururu, considerado um dos principais da região, foi localizado um gerador de grande porte, avaliado em cerca de R$ 100 mil. Segundo estimativas, o equipamento tinha capacidade para fornecer energia a até 100 barracos, sustentando parte significativa da operação clandestina.

 

Desde o início da força-tarefa, mais de 90 mil litros de diesel foram retirados de circulação. Também foram apreendidos ou destruídos 190 geradores, 441 motores utilizados no garimpo e quase uma tonelada de explosivos.

 

As ações têm resultado, segundo o governo, na saída de garimpeiros da área sem confrontos. A operação não tem prazo definido para terminar e deve continuar até que a integridade do território e a segurança das comunidades indígenas sejam asseguradas.

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