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Morte de bebê de 2 meses é investigada após comportamento suspeito durante ligação ao Samu

Caso ocorreu na Grande Florianópolis e levanta suspeitas de negligência. Bebê chegou ao hospital sem sinais vitais, e Polícia Civil apura as circunstâncias da morte.

06/05/2026 às 13h49
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Rodney Costa/O Tempo
Foto: Rodney Costa/O Tempo

A morte de um bebê de apenas dois meses, registrada na madrugada de terça-feira (5), em São João Batista, na Grande Florianópolis, passou a ser investigada pela polícia após indícios de possível negligência. O caso chamou a atenção das equipes de socorro ainda durante o primeiro contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

De acordo com relatos repassados à Polícia Militar, a mulher que acionou o atendimento, responsável por cuidar da criança durante a madrugada, informou que o bebê estava sem respirar, mas apresentou um comportamento considerado incompatível com a gravidade da situação. Segundo os socorristas, ela chegou a rir durante a ligação, o que inicialmente levantou a suspeita de trote.

Diante da situação, a central do Samu solicitou uma chamada de vídeo para confirmar o estado da criança. Foi nesse momento que os profissionais perceberam que o bebê realmente estava desacordado. Enquanto a equipe se deslocava até o endereço, orientações de reanimação foram repassadas por telefone.

Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o bebê em estado crítico. Integrantes da equipe relataram estranhamento com o ambiente, destacando a aparente tranquilidade dos adultos presentes, que mantinham conversas cotidianas durante o atendimento de emergência.

A criança foi levada ao Hospital Monsenhor José Locks, mas já chegou sem resposta às tentativas de reanimação. O óbito foi confirmado após cerca de 45 minutos de procedimentos médicos.

Durante a avaliação, profissionais identificaram sinais que podem indicar desnutrição. O bebê também apresentava fenda palatina, condição congênita que pode dificultar a alimentação e provocar complicações, como a broncoaspiração. A causa da morte, no entanto, ainda será determinada por exames periciais.

O Conselho Tutelar informou que já havia registros anteriores relacionados ao endereço onde a criança vivia. Segundo o órgão, a mulher apontada como babá também cuidava de outras crianças no local.

Em depoimento, a mãe afirmou que trabalhava no período noturno e deixou o filho sob responsabilidade da cuidadora. Já a babá disse que percebeu a ausência de reação do bebê ao acordar para alimentá-lo e que tentou realizar manobras de reanimação antes da chegada do socorro.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte e a possível responsabilidade dos envolvidos.

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