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Homem é preso suspeito de estupro de criança de 6 anos em BH; adolescente também foi agredida ao tentar impedir crime

Caso ocorreu na Região Oeste da capital e mobilizou moradores; suspeito e madrinha da vítima foram detidos pela Polícia Militar

30/04/2026 às 10h37 Atualizada em 30/04/2026 às 10h48
Por: Cristiane Cirilo
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Euclides Éder
Euclides Éder

Um homem de 53 anos foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (29), suspeito de estuprar uma criança de 6 anos no Beco Pai Joaquim, no aglomerado Cabana do Pai Tomás, região Oeste de Belo Horizonte. Uma adolescente de 16 anos, irmã da vítima, foi agredida pelo suspeito ao tentar impedir a violência.

A Polícia Militar (PM) foi acionada por testemunhas enquanto realizava patrulhamento na região. Segundo o registro policial, a mãe da menina havia deixado a criança sob os cuidados da madrinha, uma mulher de 36 anos, para prestar socorro emergencial à avó da vítima.

De acordo com os relatos colhidos pelos militares, o suspeito teria levado a menina para um quarto sob o pretexto de assistirem a vídeos. No local, ele teria praticado o abuso. Ao perceber a situação, a irmã da vítima, de 16 anos, tentou intervir para salvar a criança, mas foi agredida pelo homem com um soco no peito. O agressor teria chegado a segurar a criança pelos cabelos para contê-la e silenciá-la mediante ameaças.

A movimentação no imóvel gerou revolta entre os vizinhos. Populares cercaram a residência e agrediram o suspeito, contendo o casal até a chegada da PM. Tanto o homem quanto a madrinha da criança apresentavam escoriações devido à tentativa de linchamento.

Em depoimento inicial, a madrinha afirmou que havia saído para comprar bebidas alcoólicas. Contudo, há suspeitas de conivência, uma vez que informações preliminares indicam que ela teria deixado a criança sozinha com o agressor a pedido dele. Ela também foi detida em flagrante.

A criança foi levada ao Hospital Odilon Behrens, onde passou por atendimento médico especializado e exames periciais. Os suspeitos foram conduzidos sob escolta policial para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste para tratar os ferimentos antes de serem encaminhados à delegacia.

O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que deve apurar o grau de envolvimento da madrinha e as circunstâncias exatas das agressões sofridas pela adolescente.

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