
Um carregamento de café especial produzido no Sul de Minas chegou à Itália com certificação ambiental emitida pelo Selo Verde MG, ferramenta criada pelo governo estadual para validar práticas sustentáveis no campo. O envio, de 360 sacas, marca a estreia da plataforma em exportações para o mercado europeu.
A produção é da Fazenda da Serra e foi comercializada com apoio da Associação de Produtores da Região Vulcânica de Poços de Caldas. A certificação foi determinante para atender às novas regras internacionais, que exigem comprovação de origem e respeito a critérios ambientais.
Entre os requisitos considerados estão a preservação de áreas protegidas dentro da propriedade, o uso regular do solo e o cumprimento da legislação trabalhista. Para os produtores, a validação oficial fortalece a competitividade do café mineiro no exterior, especialmente em mercados mais rigorosos.
Disponível desde 2023, o Selo Verde MG reúne dados públicos para gerar relatórios de conformidade ambiental sem custo. A plataforma cruza informações sobre desmatamento, cobertura vegetal e indicadores sociais, garantindo rastreabilidade da produção agrícola.
O sistema já inclui mais de 1 milhão de imóveis rurais em Minas Gerais e contempla cadeias como café, soja, pecuária e cana-de-açúcar.
A iniciativa ganha relevância diante das novas normas da União Europeia, que passam a restringir a entrada de produtos associados ao desmatamento recente. Além disso, o acordo comercial entre Mercosul e bloco europeu, com início previsto para 2026, reforça a exigência por transparência nas cadeias produtivas.
Com isso, ferramentas de certificação ambiental tendem a se tornar cada vez mais estratégicas para viabilizar exportações e ampliar o acesso a mercados internacionais.
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