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Grávida denuncia estupro durante corrida por aplicativo em BH; suspeito segue foragido

Vítima afirma ter sido ameaçada durante o trajeto e diz que outras mulheres relataram comportamentos semelhantes do motorista.

10/04/2026 às 12h11
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I Banco de Imagens
Imagem: Reprodução I Banco de Imagens

Uma mulher de 28 anos, grávida de quatro meses, denunciou ter sido vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo no último domingo (5), em Belo Horizonte. 

O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, e até o momento o suspeito não foi preso.

Segundo o relato da vítima, a corrida teve início no bairro Santa Maria, na Região Oeste da capital, com destino a Sarzedo, na Região Metropolitana. Durante o trajeto, ela afirma ter sido ameaçada e forçada a realizar atos sexuais pelo motorista.

Após registrar a ocorrência, a mulher relatou que o caso foi inicialmente classificado como assédio sexual. Questionada, a Polícia Civil de Minas Gerais informou apenas que o caso está em apuração e que outras informações serão divulgadas em momento oportuno.

A vítima descreveu momentos de desespero durante o crime. Segundo ela, o suspeito a ameaçou e ignorou seus pedidos para interromper a violência. A mulher contou ainda que chegou a mostrar fotos dos filhos na tentativa de sensibilizá-lo.

Depois da denúncia, a vítima recorreu às redes sociais, onde afirmou ter recebido mensagens de outras mulheres que dizem ter passado por situações semelhantes com o mesmo motorista. De acordo com esses relatos, ele mudaria rotas durante corridas e faria comentários de cunho sexual às passageiras.

A mulher também relatou viver sob constante medo após o ocorrido. Segundo ela, o suspeito teria afirmado que sabia onde ela mora e a obrigou a fornecer dados pessoais durante a corrida.

A empresa Uber informou, em nota, que desativou a conta do motorista assim que tomou conhecimento do caso e que repudia qualquer forma de assédio ou violência. A plataforma declarou ainda que disponibilizou suporte psicológico à vítima, em parceria com a MeToo Brasil, e que está colaborando com as autoridades.

A vítima afirmou esperar que o caso seja esclarecido e que o responsável seja responsabilizado judicialmente. “Eu só quero justiça”, disse.

 

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