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Governo vai qualificar 1.710 profissionais em MG para ampliar oferta do implante contraceptivo no SUS

Ministério da Saúde promove oficinas em Belo Horizonte para expandir uso do Implanon na rede pública, com foco em municípios de pequeno porte

10/04/2026 às 13h00
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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O Governo do Brasil vai qualificar 1.710 profissionais de saúde em Minas Gerais para ampliar a oferta do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte da segunda fase de oficinas de capacitação promovidas pelo Ministério da Saúde e tem como objetivo expandir o acesso ao método contraceptivo na rede pública.

No estado, serão realizadas três oficinas presenciais em Belo Horizonte, entre os dias 19 e 28 de maio, com foco na formação de médicos e enfermeiros da atenção primária. As capacitações fazem parte de um ciclo nacional que prevê mais de 11 mil profissionais treinados em todo o país, com prioridade para municípios com menos de 50 mil habitantes.

Segundo o Ministério da Saúde, as atividades combinam teoria e prática, incluindo o uso de simuladores anatômicos e supervisão de facilitadores. A carga horária é de 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos, com foco na inserção, retirada e manejo de intercorrências relacionadas ao implante, além de orientações sobre saúde sexual e reprodutiva.

O novo ciclo já passou por cidades como Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). A iniciativa dá continuidade à estratégia de ampliação do método no SUS, após uma primeira fase de capacitações realizada entre outubro e dezembro de 2025, que alcançou cerca de 2,9 mil profissionais e 682 municípios.

De acordo com o governo federal, em 2025 foram distribuídas 500 mil unidades do implante em todo o país, com prioridade para municípios de maior vulnerabilidade social. Minas Gerais recebeu 43.048 unidades no período. Para 2026, a previsão é de distribuição de mais 1,3 milhão de implantes.

Além da capacitação técnica, as oficinas também abordam temas como direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e atenção às violências na atenção primária, buscando qualificar o cuidado de forma mais ampla.

O implante contraceptivo é considerado um método de alta eficácia e longa duração, com proteção por até três anos. Após esse período, pode ser removido e reinserido, com retorno rápido da fertilidade. Ele integra o conjunto de métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS, que inclui preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílula de emergência, além de laqueadura e vasectomia.

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