
O Governo do Brasil vai qualificar 1.710 profissionais de saúde em Minas Gerais para ampliar a oferta do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte da segunda fase de oficinas de capacitação promovidas pelo Ministério da Saúde e tem como objetivo expandir o acesso ao método contraceptivo na rede pública.
No estado, serão realizadas três oficinas presenciais em Belo Horizonte, entre os dias 19 e 28 de maio, com foco na formação de médicos e enfermeiros da atenção primária. As capacitações fazem parte de um ciclo nacional que prevê mais de 11 mil profissionais treinados em todo o país, com prioridade para municípios com menos de 50 mil habitantes.
Segundo o Ministério da Saúde, as atividades combinam teoria e prática, incluindo o uso de simuladores anatômicos e supervisão de facilitadores. A carga horária é de 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos, com foco na inserção, retirada e manejo de intercorrências relacionadas ao implante, além de orientações sobre saúde sexual e reprodutiva.
O novo ciclo já passou por cidades como Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). A iniciativa dá continuidade à estratégia de ampliação do método no SUS, após uma primeira fase de capacitações realizada entre outubro e dezembro de 2025, que alcançou cerca de 2,9 mil profissionais e 682 municípios.
De acordo com o governo federal, em 2025 foram distribuídas 500 mil unidades do implante em todo o país, com prioridade para municípios de maior vulnerabilidade social. Minas Gerais recebeu 43.048 unidades no período. Para 2026, a previsão é de distribuição de mais 1,3 milhão de implantes.
Além da capacitação técnica, as oficinas também abordam temas como direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e atenção às violências na atenção primária, buscando qualificar o cuidado de forma mais ampla.
O implante contraceptivo é considerado um método de alta eficácia e longa duração, com proteção por até três anos. Após esse período, pode ser removido e reinserido, com retorno rápido da fertilidade. Ele integra o conjunto de métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS, que inclui preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílula de emergência, além de laqueadura e vasectomia.
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