
O aumento expressivo de doenças respiratórias em Minas Gerais acendeu um alerta nas autoridades de saúde e já provoca reflexos diretos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Com média de 70 casos por dia no estado, municípios como Contagem avaliam decretar situação de emergência, enquanto a capital reforça o acompanhamento de crianças e adolescentes.
O crescimento das doenças respiratórias é impulsionado pela circulação de vírus como influenza, rinovírus e vírus sincicial respiratório, especialmente com a chegada do período sazonal.
Em Contagem, a prefeitura avalia decretar situação de emergência em saúde pública diante da alta demanda por atendimentos, principalmente entre o público infantil.
A medida permitiria ampliar rapidamente a estrutura de atendimento, com abertura de leitos e contratação emergencial de profissionais, além da compra de insumos.
O município já vinha reforçando a vigilância epidemiológica com unidades sentinelas para monitoramento de síndromes gripais e circulação de vírus respiratórios, estratégia considerada fundamental para detectar surtos e orientar decisões rápidas.
Na capital, Belo Horizonte, a resposta tem sido preventiva. A prefeitura intensificou o monitoramento de crianças e adolescentes com doenças respiratórias, especialmente aquelas com histórico de asma ou crises recorrentes.
A estratégia inclui busca ativa, acompanhamento contínuo e integração entre unidades de saúde e hospitais.
O objetivo é evitar o agravamento dos quadros e reduzir internações e óbitos, já que as doenças respiratórias estão entre as principais causas de hospitalização infantil.
A tendência, segundo autoridades de saúde, é de aumento nas próximas semanas, o que deve manter o sistema de saúde sob pressão e exigir medidas emergenciais e preventivas em diferentes cidades mineiras.
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