
O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de contaminação por bitucas de cigarro em praias, segundo um estudo internacional que reuniu dados de pesquisas realizadas em mais de 50 países.
O levantamento, conduzido com a participação de instituições como Unifesp, Unesp, Johns Hopkins University, Universidad San Ignacio de Loyola e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), analisou mais de 2.700 registros de densidade desse tipo de resíduo em ambientes costeiros e urbanos ao redor do mundo .
Os resultados mostram um cenário preocupante no Brasil. A densidade máxima registrada no país chega a 8,85 bitucas por metro quadrado, valor muito acima da média global, que gira em torno de 0,24 bituca por metro quadrado .
De acordo com o estudo, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais comuns encontrados no ambiente, representando uma parcela significativa do lixo presente em áreas costeiras .
A pesquisa também identificou áreas com maior concentração desse tipo de poluição, conhecidas como “hotspots”. Esses pontos estão majoritariamente localizados em regiões com alta circulação de pessoas e pouca fiscalização ambiental.
No cenário global, o Brasil aparece entre os países com registros relevantes de contaminação, ao lado de outras nações da América Latina, Ásia e Europa .
Os dados indicam que praias urbanizadas e com grande fluxo turístico tendem a apresentar níveis mais elevados de poluição, reforçando a relação entre atividade humana e degradação ambiental.
Outro ponto destacado pela pesquisa é a influência da gestão ambiental na redução da contaminação. Áreas protegidas com regras mais rígidas apresentam índices significativamente menores de bitucas, enquanto locais sem fiscalização concentram maiores níveis de poluição .
Mesmo assim, o estudo alerta que nem mesmo regiões protegidas estão totalmente livres desse tipo de resíduo, o que evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes e ações contínuas de conscientização.
Os pesquisadores destacam que o combate à poluição por bitucas passa por medidas como fiscalização, educação ambiental e melhorias na gestão de resíduos.
Além disso, novas tecnologias, como monitoramento por drones e inteligência artificial, podem ajudar na identificação de áreas críticas e no controle da poluição ao longo do tempo .
O estudo reforça que, sem mudanças no comportamento da população e políticas mais efetivas, a tendência é de manutenção ou até agravamento dos níveis de contaminação nas praias brasileiras.
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