
As equipes de resgate da Indonésia encontraram neste domingo (10) os corpos de dois turistas de Singapura desaparecidos após a erupção do vulcão Monte Dukono, registrada na última sexta-feira (8). Com a localização das vítimas, sobe para três o número de mortos no incidente.
Segundo a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes da Indonésia (BNPB), os turistas, de 27 e 30 anos, estavam soterrados sob uma grande quantidade de material vulcânico. As buscas ocorreram em meio à continuidade da atividade eruptiva do vulcão, o que exigiu cuidados extras das equipes de salvamento.
No sábado, as autoridades já haviam confirmado a morte de uma turista indonésia, encontrada próxima à borda da cratera durante uma operação conjunta das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da agência de resgate do país.
De acordo com relatos de sobreviventes, cerca de 20 pessoas realizavam trilhas na região no momento da erupção, apesar dos alertas emitidos pelas autoridades devido à atividade constante do Dukono, considerado um dos vulcões ativos do país.
A erupção ocorreu na manhã de sexta-feira, no horário local, e durou mais de 16 minutos. O fenômeno foi acompanhado por fortes explosões e por uma coluna de fumaça que alcançou aproximadamente 10 mil metros de altura.
Ao todo, 17 pessoas foram resgatadas. Alguns feridos precisaram de atendimento médico.
Após o acidente, as autoridades anunciaram o fechamento permanente da trilha de acesso ao vulcão. Desde dezembro de 2024, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia já recomendava que moradores e turistas evitassem atividades em um raio de quatro quilômetros da cratera ativa.
A Indonésia está situada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região conhecida pela intensa atividade sísmica e vulcânica. O país possui cerca de 400 vulcões, dos quais 129 são ativos.
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