
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (31) a substituição de 14 ministros em seu governo. As mudanças foram confirmadas após reunião ministerial no Palácio do Planalto e fazem parte do processo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
Ao todo, pelo menos 18 ministros devem deixar seus cargos nos próximos dias para disputar as eleições de outubro. Desses, 14 já tiveram substitutos definidos, enquanto outros quatro devem formalizar a saída até o fim do prazo, no próximo sábado (4).
Durante a reunião, Lula afirmou que as trocas já eram esperadas e fazem parte da dinâmica do período pré-eleitoral. O presidente também fez críticas ao cenário político atual e pediu responsabilidade aos aliados que deixarão o governo.
“A política piorou muito. Ainda tem muita gente séria, mas em muitos casos virou negócio”, declarou.
A maior parte dos novos ministros já ocupava cargos estratégicos dentro do próprio governo, principalmente como secretários-executivos. Entre os principais nomes anunciados estão:
- Miriam Belchior, que assume a Casa Civil;
- Leonardo Barchini, no Ministério da Educação;
- João Paulo Capobianco, no Meio Ambiente;
- Fernanda Machiaveli, no Desenvolvimento Agrário;
- Eloy Terena, no Ministério dos Povos Indígenas.
Também foram anunciadas mudanças em pastas como Transportes, Cidades, Esportes, Direitos Humanos, Igualdade Racial, Agricultura, entre outras.
A saída de ministros atende à exigência da legislação brasileira que obriga ocupantes de cargos no Executivo a deixarem suas funções até seis meses antes das eleições, caso pretendam concorrer.
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