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‘Cuba é a próxima’, diz Donald Trump ao sugerir nova pressão dos EUA sobre a ilha

‘Cuba é a próxima’, diz Donald Trump ao sugerir nova pressão dos EUA sobre a ilha

28/03/2026 às 10h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz
Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (27) que “Cuba é a próxima” ao discursar em um fórum de investimentos em Miami, em meio à escalada de tensões envolvendo a política externa americana. A fala ocorreu enquanto o republicano exaltava ações recentes dos EUA em outros países, como Venezuela e Irã.

Apesar do tom direto, Trump não detalhou quais medidas pretende adotar em relação à ilha caribenha. Logo após a declaração, chegou a minimizar o comentário, dizendo ao público para “fingir que não disse isso”. Ainda assim, a fala reforça o discurso mais agressivo adotado pelo governo americano nas últimas semanas.

O evento foi realizado em Miami, cidade que concentra uma forte comunidade cubana contrária ao regime de Havana, cenário considerado estratégico para esse tipo de posicionamento político.

Nos últimos meses, Trump tem intensificado críticas ao governo cubano e sugerido diferentes possibilidades de ação, incluindo uma eventual “tomada amigável” da ilha ou até medidas mais duras. Ao mesmo tempo, integrantes de sua administração iniciaram negociações com autoridades cubanas, em uma tentativa de redefinir as relações entre os dois países.

A declaração ocorre em um contexto de agravamento da crise econômica em Cuba, que enfrenta escassez de combustível, dificuldades no fornecimento de energia e impacto direto nas atividades básicas do país. Parte desse cenário está relacionada à interrupção do envio de petróleo da Venezuela, aliado histórico da ilha.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou que há conversas em andamento com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar um possível agravamento das tensões ou até um confronto direto.

A fala de Trump também se soma a outras declarações recentes em que ele afirmou que Cuba estaria “próxima do colapso” e que os EUA poderiam agir “de forma amigável ou não”, sem apresentar um plano concreto.

Analistas avaliam que, embora não haja anúncio oficial de medidas imediatas, o discurso sinaliza uma estratégia de pressão crescente sobre Havana, combinando retórica política, sanções econômicas e negociações diplomáticas.

Até o momento, não há confirmação de ações concretas por parte da Casa Branca, mas o episódio amplia a incerteza sobre os próximos passos da política externa americana na América Latina.

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