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COI bane atletas trans de competições femininas e adota nova política de elegibilidade

Críticos apontam possível exclusão e discriminação, enquanto defensores da medida argumentam que ela garante equilíbrio competitivo nas disputas femininas

26/03/2026 às 13h00
Por: Cristiane Cirilo
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Imagem: lazyllama | Shutterstock
Imagem: lazyllama | Shutterstock

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política que proíbe a participação de atletas trans em competições femininas nos Jogos Olímpicos. A medida passa a valer a partir da edição de Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Segundo o COI, a decisão tem como objetivo “proteger a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”. A nova regra estabelece que a participação será restrita a atletas consideradas mulheres com base no sexo biológico, definido por critérios genéticos.

O que muda

Com a nova diretriz, todas as modalidades olímpicas individuais e coletivas deverão seguir o mesmo padrão de elegibilidade para a categoria feminina.

Até então, cada federação esportiva tinha autonomia para definir suas próprias regras sobre o tema.

A medida não será retroativa e não se aplica a competições de base ou recreativas.

Contexto e pressão internacional

A decisão ocorre em meio a um movimento global de revisão das regras sobre participação de atletas trans no esporte de alto rendimento. Antes mesmo da mudança do COI, modalidades como atletismo, natação e ciclismo já haviam adotado restrições semelhantes.

O tema também ganhou força no cenário político, especialmente nos Estados Unidos, com medidas que impactam a participação de atletas trans em competições femininas.

Justificativa do COI

No documento divulgado, o comitê afirma que há evidências de vantagens físicas associadas ao desenvolvimento biológico masculino, especialmente em esportes que exigem força, potência e resistência.

A entidade também destacou a necessidade de uma regra unificada, substituindo o modelo anterior em que apenas orientava as federações internacionais.

Debate segue aberto

Apesar da decisão, o tema continua gerando debate entre especialistas, entidades esportivas e movimentos sociais.

Críticos apontam possível exclusão e discriminação, enquanto defensores da medida argumentam que ela garante equilíbrio competitivo nas disputas femininas.

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