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Um mês após chuvas na região da Zona da Mata, famílias ainda lutam para recomeçar a vida

Moradores enfrentam perdas, incertezas e dependem de ajuda para reconstruir casas e rotina.

23/03/2026 às 15h07
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I Agência Brasil
Imagem: Reprodução I Agência Brasil

Passados 30 dias da noite de 23 de fevereiro, quando fortes chuvas atingiram cidades da Zona da Mata mineira, como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, moradores ainda enfrentam um cenário de reconstrução lenta e dor persistente após uma das maiores tragédias provocadas por temporais em Minas Gerais.

Com 73 mortes confirmadas, sendo 65 em Juiz de Fora e 8 em Ubá, e milhares de desalojados, famílias tentam reconstruir a vida em meio a perdas irreparáveis, dificuldades financeiras e desafios no acesso à assistência.

Levantamentos municipais apontam milhares de ocorrências registradas pela Defesa Civil, além de mais de 8 mil pessoas desabrigadas apenas em uma das principais cidades atingidas. 

Centenas de imóveis foram destruídos ou comprometidos, e parte da rede pública ainda opera com limitações.

Entre os relatos que simbolizam a dimensão da tragédia está o de moradores que perderam vários parentes em um único episódio de deslizamento. 

Há casos de famílias inteiras atingidas, especialmente em áreas de encosta, onde o impacto foi mais severo.

Sobreviventes também enfrentam consequências psicológicas. Ansiedade, insônia e necessidade de acompanhamento médico têm sido frequentes entre moradores que ainda convivem com o medo de novos temporais e com o trauma recente.

O impacto financeiro também é significativo. Trabalhadores relatam perda de renda, interrupção de atividades e dificuldade para arcar com despesas básicas, enquanto aguardam auxílios do governo.

Para tentar amenizar os impactos, o governo federal autorizou o pagamento de um auxílio de R$ 7,3 mil, em parcela única, para famílias afetadas diretamente pelas chuvas. 

Também foram disponibilizadas linhas de crédito para empresas, além da liberação de recursos para ações de reconstrução e defesa civil.

Outras medidas incluem a antecipação de benefícios sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da possibilidade de saque do FGTS por calamidade. Prefeituras também receberam repasses para atendimento emergencial de desabrigados.

O governo estadual anunciou a disponibilização do Kit Recomeço para famílias que perderam bens materiais.

Mas moradores cobram mais agilidade no acesso aos recursos e soluções definitivas, como programas habitacionais para quem perdeu a casa. 

Em alguns casos, famílias ainda aguardam laudos técnicos que determinem se poderão retornar aos imóveis ou se precisarão ser reassentadas.

 

 

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