
O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar a redução nos investimentos do governo de Minas Gerais voltados à prevenção e resposta a desastres causados por chuvas. A investigação tem como foco a gestão do governador Romeu Zema.
De acordo com dados analisados a partir do Portal da Transparência, os recursos destinados à área caíram cerca de 96% entre 2023 e 2025, passando de aproximadamente R$ 135 milhões para cerca de R$ 6 milhões. A apuração foi aberta após denúncia apresentada por parlamentares da oposição.
O procedimento investiga a possível falta de execução de verbas já autorizadas, além do destino de recursos estaduais e de emendas parlamentares, especialmente em municípios afetados por fortes chuvas, como Juiz de Fora e Ubá.
A abertura do inquérito ocorre após episódios recentes de temporais que provocaram danos severos na Zona da Mata mineira, incluindo dezenas de mortes e prejuízos estruturais.
Em manifestação anterior, o governo estadual afirmou que os investimentos em ações relacionadas ao período chuvoso não se concentram em um único órgão e que, desde 2022, mais de R$ 170 milhões teriam sido aplicados em iniciativas de prevenção e resposta a desastres, considerando diferentes fontes de recursos.
Além desse procedimento, outras apurações também foram instauradas. Entre elas, uma investigação sobre problemas estruturais na Escola Estadual Mariano Procópio, onde o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais identificou falhas em construções recentes, levando à interdição do prédio.
Os dados analisados incluem despesas relacionadas a ações de combate e resposta a danos causados por chuvas, como manutenção de rodovias, mitigação de riscos e suporte a municípios.
Até o momento, o governo de Minas não se pronunciou sobre a abertura do inquérito. O caso segue sob investigação.
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